Sobre

Sempre desejei criar um veículo para o “meio trans” que fosse informativo e educativo

Lindsay Lohanne - colunista

dessas situações, justamente por não entender o que acontecia comigo. Sempre fui extremamente emocional e tudo era motiv

Nasci em Manaus (AM), me formei em Técnico em Turismo e depois busquei uma Graduação em Design Gráfico. Tenho ainda uma formação como Atriz (Cia Pombal – Manaus). Sou criadora da revistaTransConnection, na qual quero desenvolver meu lado escritora. Há 16 anos trabalho no segmento de Beleza e me apresento como Visagista. Sou também proprietária da Oficina da Arte Comunicação Visual(design gráfico). 

Desde criança me sentia no corpo errado e diferente dos meninos, pois queria ter uma imagem de menina. Meu maior ícone na época era Roberta Close, em quem enxergava uma inspiração. Na minha infância, eu tinha uma androgenia latente e quando meu cabelo começava crescer, já era confundida com menina. Tinha traços delicados e voz feminina. Em casa mantinha atitudes e comportamento de meninas. Quando meus shorts rasgavam, eu transformava em saias. Costurava roupas de bonecas para as amigas. Usava saltos. Tudo sempre repreendido pelos irmãos e minha mãe, sendo ai que começava criar uma barreira na minha vida, era extremamente emocional, tudo era motivo de choro, nunca fiquei como menina e nunca senti tesão em nenhuma, lembro de uma situação dentro do colégio um amor platônico que senti por uma coleguinha, pois ela era mais cobiçada da sala de aula, mais na verdade no sentia nenhum prazer sexual, e sim adorava sua beleza e almejava ser igual a ele e desejada pelo coleguinha de classe, sempre me policiei em relação a minha orientação, e nunca sofrei nenhum bulling latente, por não entende o que para os outro era tão errado, aos 14 anos tomei um hormônio masculino para ganhar pelos e características masculina.

, mais meus amigos da rua que cresceram comigo percebiam que eu era diferente e sempre tentaram de alguma forma algo sexual comigo mais sempre corri.

Aos 14 anos tomei hormônio masculino para ganhar pelos e características masculina, pois estava entrando na 8ª série e tinha medo de sofrer algum tipo de rejeição. Quando completei 18 anos e 6 meses, tive minha primeira relação homossexual. Foi com um vizinho meu. Mesmo tendo gostado, achei que não era que eu queria pra minha vida.

Aos 19 anos criei um grupo de amigos, todos gays. Reuníamos no shopping  todos os domingos e falávamos de nossas experiências e marcávamos de ir para as baladas,mais no meu caso era complicado pois minha mãe não permitia que eu sai-se para lugar algum ou dormir fora de casa nem por nada, para sair eu dizia que ia dormir na casa de uma que era casa da minha Irma  eu ia pra casa dela e lá deixava minhas coisa enquanto fugia para baladas. Numa dessas noites, com ajuda de um amigo, fui pela primeira vez em uma balada gay. Tive uma das melhores sensações da minha vida. Encontrei um lugar mágico, onde poderia viver e me expressar de forma livre. Juntava a música (minha paixão), a dança e os homens. Parecia um paraíso. Curti a noite toda, como se nunca fosse acabar. Conheci um carinha que foi meu primeiro namoradinho e vivemos intensas histórias juntos.

Nunca me assumi como gay para família era extramente discreto depois conheci um cara mais velho com uns 42 eu 20 para 21 anos, quando realmente senti o amor dentro de mim e como ainda não podia sair de casa para dormi fora de casa, e ele queria passar final de semana comigo na sua casa, não tive outra escolha contei para minha mãe sobre minha opção sexual, foi um choque para ela, ela conheceu ele ambos criaram uma intimidade alem do imaginado,  e nesse mesmo tempo ele percebeu que eu tinha trejeitos e aparência femininas ele fez eu entrar na academia pra malhar e ficar corpo mais masculino e sarado, alguns meus irmão  criarão um tipo de magoa por ela ter aceito eu e meu namorado em casa e trata ló como da família tempo passou como alegria de pobre dura pouco a historia acabou sofri muito com fim da relação, e entre outras coisa que me decepcionei na minha cidade com amigos com atitudes da família e coisa que ocorria dentro da minha casa que no admitia, foi quando com junção de tudo isso e em busca dos meus ideais e sonho.

Sonhava em fazer teatro, música e dança. Resolvi que deveria morar em Sampa. Na época, já trabalhava como cabeleireiro na minha cidade. Vim a São Paulo para participar de uma feira de cosméticos e não voltei mais para Manaus. Larguei tudo. Deixei namorado, emprego, família, amigos, clientes, tudo em busca de algo que não sabia o que era. Eu estava com uns 24 para 25 anos. Fiz amizades em Sampa, arrumei emprego num salão de beleza, onde trabalho até hoje.

Vivi intensamente minha vida gay na cidade, mais sempre sentia um vazio dentro de mim. Algo que nunca me completava. Aos 27 resolvi viver uma experiência como crossdresser (me montei). Senti algo forte dentro de mim, que tomava meu corpo. Senti esse mesmo sentimento na infância, aquela alegria de me sentir mulher. Me recriminei por demorar tanto a chegar naquele momento, como as gay falam me Montando pra sair foi quando senti algo forte dentro de mim que tomava conta do meu corpo, foi quando senti o mesmo sentimento da infância aquela alegria de sentir se mulher,  me recriminei por isso durante alguns mesmos pois namorava um cara de 56 anos e ele nunca aceitaria isso, como seria com os meus amigos gay ou héteros com meu trabalho depois de velha virar mulher, mais ao mesmo reprimia meus sentimentos como sempre fiz para agradar os outros e vivendo infeliz como sempre fui, tinha outros sentimentos que dentro de minha tinha receio a comparação com as outras Transexuais que são drogadas e prostitutas que tem uma má fama por atos atitudes e comportamentos e nunca queria ser igual a elas, então me reprimi até aos 28 anos

Eu mesmo resisti muito pra aceitar que era uma mulher num corpo de homem. Mas cansei de fingir, de esconder quem eu era. Aos 28 anos, algo dentro de mim estava cansado de reprimir minha porção mulher.Algo falou mais alto, decidi assumir minha transexualidade e provar para minha família que isso não era uma doença mental ou algum tipo de distúrbio.

Ate eu mesmo resisti muito pra aceitar que era uma mulher num corpo de homem e achava que a vida de gay estava ótimo dava pra levar numa boa, cansei de fingir de em esconder a real mulher que eu era, depois que eu entendi que somente sendo mulher eu seria extremamente feliz, e fazer as pessoas entender que minha felicidade era viver  como uma mulher, nisso terminei meu relacionamento de 1 ano e meio meu namorado pois a pessoa no aprovava a minha mudança pois era gay só gostava da figura masculina e não da figura feminina como ele disse – Se eu quisesse  uma mulher não separaria da minha – e foi quando disse para ele cansei de fazer as pessoas em minha  volta feliz sendo sempre infeliz.

Simbolo do movimento Transgenero

Simbolo do movimento Transgênero

Resolvi mudar. Tomei hormônios femininos. Aos poucos fui vivenciando o processo de feminização.Quando cheguei aos 30 anos, assumi por completo minha transformação. Resolvi insistir com minha mãe e família. Eu queria dizer a eles que a única coisa que havia mudado era a carapaça de fora. Por dentro, eu era a mesma pessoa, mas em uma forma feminina e feliz, a pessoa integra e justa honesta que ele criou ainda era mesma do mesmo jeito, somente com uma forma feminina mais com um semblante mais feliz que antes era de um semblante triste sem felicidades.

Minha família mora em Manaus. Fui até lá apresentar essa nova mulher. Eu disse que pagaria preço por minha felicidade, ao invés de pagar o preço para fazer todos felizes. Fui bem recebida e muito elogiada por parentes, vizinhos e amigos de infância, quanto no trabalho com alguns amigos, fui muito criticada repreendida  falavam que eu ia me arrepender de fazer isso e coisa e tal, eu disse que pagaria preço pela felicidade, paguei o preço para fazer todos felizes e fui infeliz agora que mais  importa e meu bem estar, estava feliz e que estava vivenciando um novo mundo que era repleto de coisas ruins, coisas que não me importo pois são coisas que não em afeta, aos 30 anos coloquei minha prótese de silicone no seus e foi quando o assedio masculino aumentou, hoje estou com 35 anos feliz com minha decisão mesmo sendo tarde, mais imaginado que se fosse de outra forma poderia ser uma coisa trágica ou ruim que teria vivenciado, nunca sofri nenhuma repreensão por ser o que sou ou algum tipo de preconceito ou contrario mudei a cabeça de muitas pessoas que nunca queria ter amizades com travesti por sua má fama e de ser barraqueira e etc… eu com minha educação minha atitude e minha sinceridade fiz eles entender que nem todas são iguais que tudo na vida tem sua exceção que eu era uma demonstração que existe pessoas como eu normal atitudes normais e vive como pede a sociedade.

Não sofri grande repreensão por ser o que sou ou algum tipo de preconceito muito forte. Pelo contrário, mudei a cabeça de muitas pessoas que não queriam ter amizades com travestis. Tenho atitudes como qualquer um e vivo como pede a sociedade (trabalho, estudo, me divirto). Entendo que sou madura o suficiente como mulher, por isso sigo feliz e sem arrependimentos. Vivo sem neuras, sem crises. Sempre conquistando meu espaço na sociedade e sendo sempre bem recebida. 

Magazine TransConnection  

Logo pretende apresentar todas as formas de gêneros reunidas

Logo pretende apresentar todas as formas de gêneros reunidas

Pretendo abordar os principais assuntos de interesse do público Transgênero. Num quadro geral, trarei como pauta assuntos que podem nos enriquecer de conhecimento:como funcionam as leis, tratamentos, processo de transformação, entre outros assuntos que devem ser colocados em relevância. Algo para mudar a cabeça de todos, unindo essa classe que é massacrada pela sociedade (de mordo geral) e também pelos GLS que não apoiam o público transgênero. Chega de preconceito sobre preconceito.

Sempre desejei criar um veículo para o “meio trans”, que fosse informativo e educativo. Esse cenário não tem um canal de informação sério e de credibilidade. Quando falamos sobre teses e leis, são tantas coisas, que muitos nem tem noção que existem. Nossa coluna TransConnection quer levar essa informação para que precisa, criando mais conscientização sobre o “meio trans”. Queremos uma união daqueles que passam por situações de perigo ou constrangimento.

Seja como crossdresser, como andrógeno, drag queen, homem trans, mulher trans, travesti, transexual ou mesmo simpatizantes, saibam que através dessa coluna, o cenário trans terá vez e voz. Que todos se sintam representados aqui, de forma que eu possa levantar a bandeira com orgulho, tornando esse pequeno-grande segmento da sociedade, em uma nação com clareza nos fatos e dignos de informação.

Sou muito franca e já não aguento mais toda essa indiferença. Só peço a sociedade um pouco mais de consciência. Pois sigo feliz, vivendo essa vida que escolhi. Sempre vou me orgulhar de trazer na mente, que todos nós que somos trans, temos nosso lugar na sociedade sim.

Se tiver uma dúvida específica sobre o mundo trans, aqui é um bom lugar para buscar informação. Me escreva!

 

Um beijo,

Lindsay Lohanne

Não sou apenas uma Boneca, Sou mais que uma Boneca, sou o diferencial entre as que existem!

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