O Cursinho Popular TransFormação Gratuito com o objetivo de prepará-los para do Enem melhorando a formação e aumentando sua visibilidade.

Transexuais e travestis e Transhomen lutam constantemente contra grandes fatores que a sociedade que lhe impede para o seu desenvolvimento total de todo seu potencial. Essas dificuldades são principalmente para sua Formação Escolar onde Transgênero passam por todos os tipos de preconceito, maus tratos, bulling e desrespeito dentro das escolas, o bullying é uma palavra em inglês para assédio escolar. Um termo utilizado para atos de violência física ou psicológica intencional e repetidos. Esses casos de bullying ocorrem em várias escolas e muitas delas não dão a devida atenção para esse caso ou são omissas nesse tipo de situação. Isso causa sérios problemas na vida de quem é atacado fazendo com que caia o rendimento escolar, evasão escolar e traumas de infância. Isso ocorre em grande peso quando se trata de jovens transexuais, sem ter nenhuma assistência psicologia ou emocional para poder conseguir educar-se e evitar as resistências da sua socialização plena são apenas algumas delas. É com vista para tentativa de aliviar essas barreiras da educação, onde voluntários criaram o Cursinho Popular TransFormação com o objetivo principal de Incluir e acolher todos Transgêneros na educação promovendo um ambiente educacional com respeito à diversidade.

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Pesquisas recentes, como o estudo Discriminação em razão da Orientação Sexual e da Identidade de Gênero, identificaram que como resultado do estigma e da discriminação na escola, jovens submetidos ao assédio homofóbico são mais propensos a abandonar os estudos. Também são mais predispostos a contemplar a automutilação, cometer suicídio e se engajar em atividades ou comportamentos que apresentam risco à saúde. A proposta de um Cursinho Popular é justamente o de alcançar pessoas que têm o interesse de estudar, mas não possuem condições financeiras ou espaço em redes de educação regulares. Alguns Cursinhos Populares cobram pequenos valores para garantir a manutenção de seus espaços e outros desenvolvem meios de autossustento. A segunda das hipóteses se encaixa na proposta do Cursinho Popular Transformação, pois entendemos a necessidade de oferecer um espaço de ensino gratuito e não opressor à população de Travestis e Transexuais.

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O Cursinho Popular extrapola os limites do ensino direcionado aos vestibulares: tecnicista e mercadológico (direcionado somente às necessidades do mercado de trabalho) aplicado na maioria esmagadora dos cursinhos particulares. Não almejamos tornar o Cursinho Popular TransFormação como os cursinhos particulares padronizados. Entendemos-nos como uma coletividade  a intenção é produzir o incentivo a produção de conhecimento pelas(os) próprias(os) alunas(os), por meio de uma troca de vivências e conteúdos. Cumpre esclarecer que o atual enfoque para o ENEM visa garantir as mínimas condições de acesso em espaços de educação que, historicamente, nunca foram de fato acessível para a população de Travestis e Transexuais que os espaços de Educação são seletivistas, portanto o ENEM é uma das formas analisadas que, no momento, possibilita maior abertura para que as pessoas T consigam acessar esses espaços, se assim o desejarem, além de poder ser usado, também, para a obtenção de certificado de conclusão de Ensino Médio e Fundamental.  Realizaremos posteriormente oficinas e outras atividades pedagógicas ou empoderadoras em horários e dias da semana distintos, de acordo com o interesse e demanda das alunas e alunos, bem como das professoras e dos professores, nossas preocupações é o acompanhamento total e continua permanência das alunas e alunos no cursinho. Como temos uma grande quantidade de voluntariado, cada professor será responsável pelo acompanhamento de um estudante. E faremos estudos individuais para dar suporte a cada aluno, de acordo com seu grau de escolaridade.

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Não trabalhamos e não pretendemos trabalhar diretamente com nenhum órgão governamental, visando, em síntese, garantir a autonomia do coletivo e do próprio Cursinho Popular TransFormação. Nosso material didático é uma fusão de uma construção pedagógica coletiva (com base na vivência e particularidades das pessoas T), além de provas e materiais direcionados especificamente ao ENEM. O que temos, atualmente, é uma parceria com a ONG Pela Vidda, que administra o Centro de Referência e Defesa da Diversidade (CRD), uma vez que eles recebem verba pública para trabalhar na defesa e atendimento a LGBTs. É com essa parceria pontual (que pode vir a continuar ou não) que conseguiremos garantir transporte e alimentação às alunas e alunos do Cursinho Popular TransFormação.

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O cursinho TransFormação foi discutido com pessoas de várias capitais do país pretendendo expansão da ideia para outras praças,  o embrião do Cursinho Popular Transformação surgiu de um Curso de Formação Política (CFP) de uma Federação Nacional de Estudantes, cuja construção, organização e viabilidade ocorre, em regra e de modo autônomo, pela Setorial LGBT de tal Federação. Alguns membros de nosso Coletivo participaram e ajudaram a construir esse CFP. A perspectiva, após os debates ocorridos durante o curso, foi de que cada pequeno grupo levasse essa construção para suas cidades e buscassem desenvolver essa proposta de Cursinho Popular direcionado a Travestis e Transexuais para que, posteriormente, criar também, um canal de diálogo entre todos. Em São Paulo conseguimos nos articular e vemos dessa nossa construção a possibilidade de abrir portas para outros Estados (atualmente não planejamos levar nós mesmos essa construção, até porque estamos começando agora). Além disso, membros do coletivo já estão em contato com o cursinho Prepara Nem, do Rio de Janeiro, que também é voltado a travestis e transexuais, e temos perspectiva de dialogar com o cursinho popular para o mesmo público que também está em curso em Belo Horizonte.

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O Cursinho Gratuito e está com inscrições abertas a quem se interessar pode inscrever-se por meio do formulário abaixo:

https://docs.google.com/forms/d/1C1YaOHnXfdtcXD718KbtXeB_PBkW1669AP6aK-ImAwo/viewform?c=0&w=1

Segundo a Articulação Nacional dos Travestis, Transexuais e Transgêneros, a Antra, essa é a rotina escolar da população trans, com folga o grupo social brasileiro mais sujeito à evasão escolar, com índices na casa dos 73%. Do que padecem? De nenhuma doença, como ainda há quem pense, mas de bullying, uma soma de atitudes discriminatórias que, estima-se, leva cerca de 90% da população trans a recorrer à prostituição como modo de vida.

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A historiadora e mulher trans Laysa Machado, diretora do Colégio Estadual Chico Mendes, em São José dos Pinhais, na Grande Curitiba, conta que só sobreviveu ao sistema de ensino porque conseguiu retardar a “construção do corpo” para depois dos 20 e poucos anos. A “obediência” lhe custou sofrimentos extras. “A sociedade me dizia para seguir regras, caso quisesse estudar e quem sabe um dia ser feliz”, conta Laysa. Se as contas da Antra estiverem certas, a diretora faz parte dos 5% de trans com curso superior no Brasil. É mesmo para poucos. A escola, afinal, funciona como um espaço de “homicídio culposo”, aquele que mata sem intenção. Exemplos não faltam. Em agosto deste ano, a adolescente “Beta” [nome fictício], de 16 anos, natural de Antonina, cidade história do litoral paranaense, estrelou um roteiro clássico da vida trans.

 O colégio insistia em chamá-la pelo nome masculino, determinou que usasse o banheiro dos meninos e a impediu de colocar um vestido durante o tradicional desfile do aniversário do município, ainda que tivesse sido convidada pela própria fanfarra do colégio. “A direção disse que muita gente não aceitaria e ver na avenida”, conta “Beta”, revoltada, ela abandonou a escola por duas semanas, até que uma intervenção do Grupo Dignidade, criado em Curitiba pelo ativista LGBT Toni Reis, fez a mediação e a trouxe de volta. Com medo da repercussão, a escola pediu que a estudante não falasse com a imprensa, garantindo-lhe o uso do nome social.

Não há uma lei federal que obrigue instituições de ensino a respeitar o nome social. O projeto de lei de identidade de gênero “João Nery”, do deputado federal Jean Wyllys e de Érika Kokay, ainda tramita, restando aos estados, aos municípios e às próprias escolas permitir ou não o emprego desse mecanismo. Difícil homem ou mulher trans que não guarde más lembranças da “hora da chamada”, não raro cinco vezes numa única manhã, o equivalente a cinco mortes diárias.

Se tiver uma dúvida específica sobre o mundo trans, aqui é um bom lugar para buscar informação. Me escreva!

Um beijo,

Lindsay Lohanne

Não sou apenas uma Boneca, sou o diferencial entre as que existem.

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