O Canal de Humor Gay fenômeno da internet “Põe na Roda” aborda a Temática Trans no canal direcionado aos Gays.

poeO fenômeno da internet PÕE NA RODA. Com quase 300 mil inscritos, mais de 22,5 milhões de views no YouTube o canal, vem arrancando risos com vídeos do cotidiano dos gays, mas também esclarecendo e levantando discussões sérias do mundo LGBT. O PÕE NA RODA tem feito um grande trabalho contra o preconceito, homofobia, transfobia conscientização a respeito aos LGBT e diversidade.  Os vídeos são lançados sempre às 11h24 das quartas-feiras, o canal já abordou vários temas, como a falta de água em SP – recomendando uma chuca consciente. Tanto na semana do Dia dos Pais como na das Mães, eles lançaram um vídeo especial, com depoimentos reais e bem humorados de pais e mães que contam como é ter um filho gay e como foi receber essa notícia. Os vídeos além de fazer rir, emocionaram e levaram os integrantes a investir em temas sérios também. Inclusive muitos vídeos são usados em escolas para educação sexual.

poenaroda-580x318Pedro HMC, roteirista da Band, foi quem teve a ideia do canal: “Como gay, me sentia pouco representado nesse segmento, e pensei em um canal light, para ser visto em família, sem tanta militância e ativismo”. Pedro se uniu a Nelson Sheep (dono do site Superpride) e ao fotógrafo Felipe Abe, que é em seu estúdio que são editados os vídeos do canal. O canal chamou a atenção da ONU, e agora colaboram com a campanha Livres e Iguais – dedicada à defesa do público LGBT.

3649962_x240A repercussão do canal é tão grande, que foram chamados para participar de vários programas na TV, como Programa do Jô, Agora é Tarde, foi referenciado por Pedro Bial em seu programa Na Moral e o Amor & Sexo.

imagesNome: Pedro HMC (Pedro Henrique Mendes Castilho)

Nascimento: 19/02/1985

Solteiro: há muito tempo. Não sozinho!

Signo: aquário

Profissão: roteirista

Um Sonho: Que o Põe na Roda continue, cada vez mais, crescendo e me surpreendendo como vem fazendo desde que criei.

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Nome: Nelson Sheep

Nascimento: 06/09/1987

Solteiro? Tecnicamente

Signo: Virgem

Profissão: Radialista

Um Sonho: Mudar o mundo.

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 Nome: Felipe Abe.

Nascimento: 06/01/1985.

Solteiro? sim.

Signo: Capricórnio com ascendente e lua em Câncer.

Profissão: Fotógrafo, mas estudei arquitetura.

Um Sonho: mudar o mundo!

img-6350-poe-na-roda-youtubeCriando vários conteúdos para a comunidade LGBT, principalmente para o publico gays, desde 2008. E, de lá pra cá, houve um consenso de dar mais visibilidade para as pessoas transgêneras, que são as que mais sofrem nessa sopa de letrinhas, baixa escolaridade, clandestinidade, a luta pelo corpo desejado, entre outras coisas, alimentam uma escabrosa estatística: a expectativa de vida de transexuais e travestis no Brasil é de apenas 36 anos. A curiosidade, as dúvidas e as angústias que assolam as pessoas que são ou se sentem transexuais ou travestis são inúmeras. Às vezes, há o sentimento de constrangimento de buscar alguém para fazer as perguntas adequadas e em ter as respostas para as dores quando se chega à conclusão que a necessidade do si mesmo está no gênero ao qual a pessoa sente pertencer.

imagesaA transexualidade é mal vista na sociedade. O preconceito ainda é muito grande com os travestis e, mesmo para os LGBTTs, ainda existe preconceito com eles e elas. Então, o pessoal do canal Põe na Roda fez alguns vídeos esclarecendo dúvidas do que é ser transexual, travesti, como estas pessoas se sentem. Dá aquela ponta de alívio quando você ouve Simmy Larrat, Luisa Marilac, Léo Moreira de Sá, Marcela Almeida, Renata Peron e Lindsay Lohanne falando de suas vidas e de como foi para elas se assumiram quem são. Todas passaram por dificuldades, mas, não se arrependem, falam da solidão, mas, dizem que se tornaram fortes com tudo que passaram e não se arrependem. Elas e ele falam da transformação e se mostram felizes com suas escolhas. Para algumas delas, manter o órgão sexual não faz com que elas deixem de ser mulher. Para outras, a operação é o que as tornará mais felizes. É unânime falar sobre a prostituição e discutir sobre o fato de que muitas pessoas transexuais acabam se sentindo excluídas e é como se fossem expulsas da escola, ainda mais agora que a sociedade parece ter dado um pulo ao Século XIX e começo do Século XX. Parece que estamos perdendo, pouco a pouco, todos os avanços sociais conquistados nos últimos tempos.

Travestis e Transexuais abrem o jogo e respondem dúvidas, de leigos a simpatizantes, sobre: travesti ou transexual, escolha do nome, banheiro público, direitos, e o lado bom, ou o que ser travesti ou transexual trouxe de positivo para essas pessoas.

Na segunda e última parte desta série, a verdade sobre a hora de contar que é trans em um relacionamento, cirurgia de redesignação de sexo, mercado de trabalho e conselhos para famílias que tem travestis e pessoas trans.

Abaixo, você confere uma série especial de três episódios do Sauna Justa, o programa de bate-papo do Põe na Roda, que recebeu Renata Peron, Symmy Larrat  e Lindsay Lohanne. Com perguntas bem claras e respostas mais claras e didáticas ainda, o vídeo está super bacana, E é olhando para esta realidade que nós abrimos espaço nos nossos meios de comunicação para essas pessoas se emponderarem e apresentarem suas demandas.

Sauna Justa  primeira parte questiona a diferença entre Travestis e Transexuais, sobre Identidade de gênero sobre a polêmica Sigla LGBT e os nossos direitos dentro e fora do Brasil.

A conversamos aqui é sobre a descoberta da transexualidade, o que acham da exposição de trans na mídia em programas como Sílvio Santos e Pânico, dentre outros, a questão do nome civil.

Depois da 1ª e 2ª partes (links abaixo), agora falamos de humor e preconceito e terminamos o programa com um Game onde você também vai poder testar pra ver se sabe quem são as trans responsáveis pelos webhits ouvidos!

imagesaaBate papo rápido com o Pedro HCM, idealizador do canal que tirou algumas dúvidas sobre o Põe Na Roda.

Qual é o propósito do Põe na Roda?

Pessoalmente, me realizar porque minha vida profissional estava muito frustrante. Nunca me faltou trabalho, mas tinha pouca realização. Profissionalmente, acredito que exista espaço e muito público pra um canal gay e de humor na internet. O público LGBT ainda é pouco representado na mídia.

Você acha que essa iniciativa  ajuda  a diminuir o preconceito?

Acho que sim. Já vejo vários heterossexuais comentando que gostam do canal e acompanham, mesmo sendo feito e voltado para o público gay. Também é uma maneira dos heterossexuais se inteirarem sobre esse universo que é tão rico e divertido. O vídeo das mães, inclusive, é uma tentativa de chegar em pais heterossexuais que não lidam bem com a homossexualidade dos filhos. Mas não tenho a pretensão de “acabar com o preconceito”, claro, isso infelizmente ainda está longe de acontecer.

Existe algum assunto difícil de tocar com o Põe na Roda?

Depois que falamos de chuca logo no vídeo de estreia, acho que não, hahahaha.

Mais difícil é explicar pro hétero padrão o que é chuca, né?

Sim! É complicado, mas me divertem as mensagens de héteros desavisados que visitam o canal. Tem perguntas do tipo “o que é chuca?” ou “o que é aplicativo de pegação?”. Um dia quero fazer um vídeo respondendo todas essas perguntas.

Sabemos que os roteiros são escritos por você, mas, além de ti, quem faz parte do canal?

Até agora não temos ganhos, então fica difícil oficializar qualquer “cargo”, ou mesmo cobrar qualquer coisa. Então conto com amigos que me ajudam e acreditam no projeto, seja produzindo, dirigindo, atuando ou dando pitacos mesmo. Os que estão mais envolvidos no projeto e participando de várias etapas de vários vídeos são o Nelson Sheep e o Felipe Abe.

É difícil fazer humor gay sem beirar as clichês piadas com gays que existem há décadas na nossa sociedade?

Acho que o humor depende muitas vezes do estereótipo (ou do exagero), porque as pessoas precisam identificar aquilo pra então rir. Mas o ideal é ser o mais criativo possível pra não cair nas velhas fórmulas já batidas – qualquer quadro do Zorra Total em que “a graça” se basta pela bichinha ser afeminada. Tento não ser ofensivo, mas escrevendo humor corro esse risco desde sempre. Já me chamaram de gordofóbico e homofóbico na coluna da Folha que assino, mas se um dia acharem que fui, não tenho problemas em pedir desculpas.

Deve-se agradecer a coragem destas pessoas que estão na vanguarda da mudança da sociedade para que transexuais e travestis não sejam vistos apenas como pessoas que trabalham à noite. Muitas delas e muitos deles querem ter dignidade e o direito de serem cidadãos e cidadãs reconhecidos.

Se tiver uma dúvida específica sobre o mundo trans, aqui é um bom lugar para buscar informação. Me escreva!

Um beijo,

Lindsay Lohanne

Não sou apenas uma Boneca, sou o diferencial entre as que existem.

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