As Travestis e Transexuais que servem de Palhaças Televisivas sendo motivos Piadas e Trollagem em Programas de TV.

A discriminação dos “diferentes” é um elemento presente no discurso social. Os “diferentes” podem ser os loucos, bruxas, negros, dependendo do momento/contexto histórico cultural. Da mesma forma, travestis por serem “diferentes” da maioria sofrem preconceitos, humilhação e violência nas ruas e até mesmo em casa, por representarem algo que nem todas as culturas conseguem integrar em seu léxico cultural “O preconceito, usualmente incorporado e acreditado, é a mola central e o reprodutor mais eficaz da discriminação e de exclusão, portanto da violência”. (BANDEIRA e BATISTA, 2002, p. 08).

Travestis são as pessoas que  mais sofrem porque o mundo não está preparado para compreendê-las, sendo um grupo das pessoas que são mais marginalizadas, não apenas na sociedade, pela família, também nos estudos sobre a sexualidade, tendo uma identidade sexual, que tem dois aspectos – um é a orientação sexual, a parte da identidade que faz com que o ser humano busque uma parceria. O outro é a identidade de gênero, que vai determinar se um indivíduo é masculino ou feminino. Só que a orientação sexual e a identidade de gênero independem uma da outra, aspectos que costumam ser tratados como sinônimos. Isso acaba dificultando o reconhecimento da luta trans. Infelizmente, o movimento LGBT luta tanto pela aceitação da orientação sexual (homosexual), [mas] se ele lutasse pela questão da visibilidade dos múltiplos gêneros, o Brasil é o país que mais mata travestis no mundo. Mata quatro vezes mais do que o México, o segundo mais violento. Essas pessoas nunca foram tratadas como cidadãs, sempre foram empurradas para as ruas pelas famílias, pela escola e pela sociedade.

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Uma parcela de culpa da marginalização de pessoas transexuais e travestis sendo delas mesmas, pois algumas se comportam de maneira inapropriada, seja em ações, educação etc, só são assim porque foram marginalizadas primeiras, sendo jogadas para escanteio, afastadas por opressão e violência da escola e do convívio familiar por ideias errôneas, muitas vezes, terminando seu desenvolvimento na rua, num ambiente hostil e muito competitivo (pela sobrevivência), sem nenhum tipo apoio da sociedade e família, com disforia natural da transexualidade, elas buscam na prostituição como único meio de sobrevivência e para conseguir os recursos necessários para a adequação de seus corpos à sua identidade de gênero, com toda essa pressão social, toda essa rejeição, acabam se hiper feminilizando, na tentativa de serem mais bem aceitas ou conseguirem progredir no serviço de prostituição, reforçando o estereótipo já pré-existente.

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Todas as pessoas cisgêneras não conseguem entender tal sofrimento, elas apenas veem o resultado final e julgam superficialmente sem conhecer as causas de tais comportamentos e falta de qualificações, justificam a aparente anormalidade como prova de um desvio de comportamento ou falta de caráter, promiscuidade, assumindo o efeito pela causa, Além disso, as pessoas dificilmente conhecem histórias de pessoas trans que tiveram algum apoio ou que surpreendentemente conseguiram fugir da marginalização. Mas há aquelas que galgaram estudo, diplomas, trabalhos bem remunerados, reconhecimento artístico ou empreendimentos de sucesso, e assim vivem de maneira mais pacata e longe dos olhos famintos por julgamento da sociedade, entre as poucas que se tornam conhecidas são tidas como exceção à regra, O fato é que a culpa da marginalização é somente do preconceito, ninguém escolhe ser rejeitada e hostilizada pela maioria da sociedade só por frescuras de usar essa ou aquela roupa, para se parecer com um homem ou mulher. São apenas homens e mulheres que sofrem com a pressão dos padrões de gênero criados por uma sociedade machista e cheia de regras sem sentido, dizer apenas “nada contra, mas fique longe de mim” é a máxima da marginalização, é tapar os olhos e se negar a reconhecer os diferentes com medo de romper suas próprias prisões. É um ciúme de sua autoimagem, um apego àquilo que se acredita ser, e qualquer um que tente mudar são automaticamente transformados num inimigo inconsciente que causa medo e ódio.

Dez anos de visibilidade e conquistas para travestis e transexuais

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O dia 29 de janeiro é dia da visibilidade Trans desde 2004, é algo que não se resume ao um dia em si. Ele nos lembrar de onde partimos e para onde vamos, sempre sendo consideradas as mais marginalizadas dentre os já marginalizados, a data foi escolhida em razão do lançamento de uma campanha do Ministério da Saúde chamada “Travesti e Respeito”, promovida por representantes da ANTRA (Articulação Nacional de Travestis e Transexuais), dentro do Congresso Nacional. Elas exigem que a sua existência física transcenda para o reconhecimento de seu valor moral e político como membros da sociedade brasileira em outras palavras, elas existem e querem participar da construção da sociedade brasileira, para tanto, precisam se fazer ouvidas. Travestis e transexuais fazem nos lembrar da lição mais básica que aprendemos nas aulas de Filosofia Política: o respeito à liberdade e à igualdade.

O respeito a todas independe de quem são de ressalvas sobre seu estilo de vida e sua identidade, sendo premissa que sintetiza a liberdade de que travestis e transexuais são titulares. É a liberdade de se autodeterminarem sem quaisquer coerções da opinião pública e do Estado, referido se ao direito de travestis e transexuais serem respeitadas sem ter que abrir mão dos traços que as distinguem enquanto grupo identitário, a partir do momento em que o diferente deixa de ser um estranho e passa a ser o vizinho, o irmão, o amigo ou o colega de trabalho e esse alguém ganha um nome, fica muito mais difícil para o transfóbico manifestar seu preconceito na forma de atos discriminatórios, o dia da visibilidade trans não é apenas uma data protocolada que nos lembra da mera existência das pessoas diferentes, a data nos força a olhar para o lado e ver que o diferente também é sujeito de direitos e merece tanto respeito quanto eu.

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Mas infelizmente como em muitos casos há exceções, sempre existem uma frutas podre ajudam o crescimento da transfobia para as transexuais, algumas das travesti e transexuais adoram se submeter ao ridículo televisivo, para ter 2 minutos de fama sendo sempre lembrada como palhaça para diversão do mundo hetero, sendo usada de forma sugestiva para servir de estigma de trollagem para fazer homens acreditarem que estão com lindas mulheres, mais na verdade, não são mulheres cis, no entanto mulheres com algo a mais, assim constrangendo os pobres ludibriados, indefesos homens que caem no conto do vigário, como diz o ditado pegando lebre por lobo, Assim essas travesti e transexuais contribui ainda mais para sermos usada como chacota, ser agredidas, sendo marginalizadas e ser alvo de brincadeiras nas ruas, escolas, lugares publicam sendo sempre ridicularizadas, por comportamentos inadequados de certas travesti e transexuais, a mídia em si adora zomba de travesti e transexuais, no modo geral seja ela em programas de televisão, seja em seriados novelas, etc. Usando o termo “traveco” ou ate mesmo chamando pelo nome de registro ou pelo sexo, ou seja, masculino, ou até criando aquela interjeição afirmativa “Nossa! nem parece que nasceu homem”, para alguns pode ser normal, para quem é transexual ou travesti só prova que a sociedade ainda não aceita e não respeita o que “digamos que normal aceitável pela sociedade”.

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Programa do Ratinho – Ele ou ela? Será que você descobre?

Esses certos programas usam quadro, por exemplo, para que pessoas se divirtam em descobrindo entre certos números de mulheres que estão expostas, para identificar quais delas são mulheres, quais delas são homens “possível traveco”, as vezes penso que remamos contra maré pois muitas adora ser ridicularizada em plena televisão, até quando essas pessoas sem mentalidade vão entender que elas estão prejudicando a nossa lutar por visibilidade trans por uma vida que seja aceita pela sociedade, se essas pessoas tivesse um pouco de vergonha na cara não prestaria a esse tipo de papel ridículo, se todas recusassem esse tipo de constrangimento televisivo, seriamos menos ridicularizadas e quem sabe seriamos vista como pessoas que se dão o respeito, o fato de não termo uma lei que nos ajuda contra esse tipo de exposição,  assim como a lei que ampara os negro contra a qualquer forma de racismo seja crime, o mesmo seria bom se tivesse uma lei que criminaliza a qualquer tipo de transfobia independe da forma que seja, seja em ofensas, seja agressões, só assim que seremos repeitado(as)  por que ser aceito(as) de forma natural acredito que isso vai demorar muito ainda.

A transfobia Social indiferente do ato

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Há muitos exemplos de transfobia em diferentes formas e manifestações pela sociedade. Algumas instâncias claramente envolvem violência e extrema malícia, enquanto outras envolvem uma falta de conhecimento ou experiência com a condição, às vezes envolvendo predisposição inconsciente baseada em ditos religiosos ou convenções sociais.

A discriminação relativa às pessoas Transexuais e Transgêneras, sendo intencional ou não, a transfobia pode causar severas consequências para quem por ela é assim discriminado, as transexuais também podem ser alvo também da homofobia, tal como homossexuais podem ser alvo de transfobia, por parte de pessoas que incorretamente não distinguem identidade de gênero de orientação sexual, como outras formas de discriminação, o comportamento discriminatório ou intolerante pode ser direto (desde formas fisicamente violentas até recusas em comunicar com a pessoa em causa) ou indireto (como recusar-se a garantir que pessoas transexuais sejam tratadas da mesma forma que as pessoas cisexuais).

A transfobia pode também ser definida como aversão sem controle, repugnância, ódio, preconceito de algumas pessoas ou grupos contra pessoas e grupos com identidades de gênero travestis, transgêneros, transexuais, também denominados população trans. Historicamente, há uma sobreposição dos papéis socialmente construídos para homens e mulheres às anatomias genitais tradicionalmente entendidas como feminina (vagina) ou masculina (pênis). Essa sobreposição leva ao entendimento da categoria sexo como algo universal (todos os seres vivos teriam sexo), binário (macho e fêmea) e globalizante das identidades e papéis sociais. Assim, pessoas e grupos trans vivenciam vários níveis de discriminação, o que incorre em sofrimento e negação de direitos.

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No Brasil não há a tipificação desse tipo de crime. Encontra-se no Congresso Nacional o Projeto de Lei nº 122/2006 ( PL 122), apresentado em 2006 na Camará dos Deputados, mas que ainda não tramitou pelas duas Casas que compõem o Congresso Nacional para que possa ser assinado como Lei. O PL tem como objetivo criminalizar a discriminação motivada pela orientação sexual ou pela identidade de gênero da pessoa discriminada, ou seja, tem o objetivo de criminalizar homofobia, transfobia e lesbofibia, Em 29 de janeiro de 2004, ativistas transexuais participaram, no Congresso Nacional, do lançamento da primeira campanha contra a transfobia no país. Cujo objetivo é ressaltar a importância da diversidade e respeito para o movimento trans (travestis, transexuais e transgêneros).

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Programa CQC Lucas Salles faz argentinos beijarem camisa da seleção brasileira e traveco.

O primeiro episódio de estreia da nova temporada do CQC foi muito esperado por milhares de fãs. O motivo: o ator e apresentador Dan Stulbach assumia o posto de âncora principal da bancada deixado por Marcelo Tas. O programa contou com matérias internacionais: a primeira, com a cobertura da Copa Davis na Argentina e uma série de pegadinhas com os hermanos Lucas Salles faz argentinos beijarem camisa da seleção brasileira e traveco, uma mera copia que o Pânico já teria usado em programas anteriores usar sempre travestis para fazer papeis palhaças e servindo assim de atração para transfobia constante.

Programa Pânico Na Band Ariadna faz surpresa para Bolinha.

Aqui a Atriz transexual Ariadna a Ex-BBB faz uma grande atuação de um possível caso com o produto do pânico Bolinha, sendo hostilizada e desprezada pelo próprio, um grande papel ridículo, que presta um péssimo desserviço para o movimento trans. Pois para ter 2 mim de fama ele se propõe a tudo até fazer papel de ridícula, mais também ridicularizando a classe.

Programa Panico na Band Poderoso Castiga trollando torcedores argentinos.

Nesse outro vídeo a outra personalidade é Transexual Thalita Zampirolli a que saiu com o Romário onde relatou ter tido um affer com o Deputado Romário e ex jogador, onde foi desmentida por a pena ele ter sido enganado por ela por ter omitido o fato de ser uma mulher trans, quando se tornou publico. Enfim no vídeo ela é usada por uns minutos de fama, para trollar argentinos no Brasil beijando eles, se passando por mulher, e adorando ser usada para beijar a maior quantidade de argentinos.

Programa Pânico na Band Trollando Gui Santana com Traveco.

 

Aqui a travesti é usada para fazer uma trollagem com Gui Santana um dos integrantes do Pânico, ele é levado a um quarto onde acredita em ter um encontro com a paniquete que tanto deseja num quarto escuro, é troca pela travesti no lugar da paniquete,  quando ele sente tocando nas parte intimas da travesti toma um susto, e ver que caiu numa trollagem.

O Dia da Mulher Também Pertence às Transexuais e Travestis

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A transgeneridade é um conceito utilizado para englobar indivíduos que não se identificam com o gênero que lhe foi atribuído no nascimento e nem aos padrões determinados para cada gênero. Esse conceito divide-se em subgrupos que carregam suas próprias peculiaridades. Existem pessoas não binárias, sem gênero fixo ou gênero fluido; existem transexuais, que poderiam ser divididos em homens trans e mulheres trans; e ainda há as travestis, que podem se identificar como mulheres, homens ou ainda não se enquadrar na classificação binária, considerando-se um terceiro gênero. Na verdade, conceituar todas as classificações do grupo transgênero pode ser uma tarefa complicada e até mesmo ofensiva, já que cada indivíduo pode carregar consigo um gênero completamente diferente do que aparenta.

Quando você faz parte de um grupo cisgênero (se identifica com o gênero que lhe foi atribuído no nascimento), você já sai no privilégio; então, é apenas natural ignorar as problemáticas de pessoas que não se encaixam no padrão. Enquanto isso, as estatísticas continuam a indicar que o Brasil segue em primeiro lugar no ranking de assassinato de travesti e transexuais, que essas pessoas ainda são marginalizadas pelo fato de não conseguirem modificar seu nome sem passar pela justiça, sendo, consequentemente, excluídas de oportunidades de emprego, saúde e moradia.

Se tiver uma dúvida específica sobre o mundo trans, aqui é um bom lugar para buscar informação. Me escreva!

Um beijo,

Lindsay Lohanne

Não sou apenas uma Boneca, sou o diferencial entre as que existem.

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