Facebook libera a Identidade de Gênero, mesmo depois das restrições com uso do nome real.

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Facebook é um site e serviço de rede social que foi lançado em 4 de fevereiro de 2004, foi fundado por Mark Zuckerberg e por seus colegas de quarto da faculdade o Eduardo Saverin, Dustin Moskovitz e Chris Hughes . A criação do site foi inicialmente limitada pelos fundadores aos estudantes, Em 4 de outubro de 2012, o Facebook atingiu a marca de 1 bilhão de usuários ativos, sendo por isso a maior rede social em todo o mundo. Em média 316.455 pessoas se cadastram, por dia, no Facebook, desde sua criação. Os usuários devem se registrar antes de utilizar o site, após isso, podem criar um perfil pessoal, adicionar outros usuários como amigos e trocar mensagens, incluindo notificações automáticas quando atualizarem o seu perfil. Além disso, os usuários podem participar de grupos de interesse comum de outros utilizadores, um estudo de janeiro de 2009 do Compete.com classificou o Facebook como a rede social mais utilizada em todo o mundo por usuários ativos mensais.

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Facebook em 2013 proibiu alguns usuários de usar o uso de pseudônimos, apelidos, nome social, nome artístico que é comum na vida de varias pessoas para possam ser identificada ou reconhecida da forma que gosta devido a isso muitos perfis bloqueados e até excluídos, só que em Fevereiro de 2014, o Facebook passou a permitir que usuários do Facebook nos Estados Unidos adotassem gêneros como transexual e andrógino, possibilidade estendida ao Reino Unido em Junho. Mas a rede social voltou-se contra parte da comunidade LGBT, não permitindo que se usem os nomes artísticos na rede justificando que faz parte das suas políticas que exigia o nome de registro tudo era para que essa intenção impossibilite que criminosos se escondam atrás de perfis e nomes fakes. Mas as drags acreditam que se trata apenas de uma ação para que elas migrarem para a fanpage.

O Faceook aceitou se reunir com representantes da comunidade drag queen na prefeitura de San Francisco (EUA) para tratar sobre a política de identidade da empresa, que exige aos usuários utilizar seu nome real. pediu desculpas por ter uma política que não permite o uso de nomes de drag queens e afirmou que criará novas ferramentas de autenticação para membros da comunidade LGBT para evitar que elas sejam consideradas falsas e apagadas da rede social.

“Devemos para nossos usuários um serviço e uma experiência melhores no Facebook e vamos corrigir esta política para que todos possam a usar o site novamente”, disse Chris Cox, chefe de produto do Facebook, em comunicado. “Temos esta política há dez anos e, até recentemente, ela funcionou ao tornar a rede social segura sem ferir grupos inadvertidamente”.

A comunidade de drag queens dos Estados Unidos aprovou a mudança de política do Facebook, que concordou que a política de uso de nomes reais é falha e fere uma grande parte de seus usuários, uma das mudanças da nova política do Facebook foi à liberação da identidade de gênero.

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A liberação de usuário para definir sua identidade de gênero além do sexo masculino e feminino, essa novidade passa a valer para a todos usuários que usa a rede social, com as opções de configuração de gênero, decidido na Sede em Menlo Park, na Califórnia, do Facebook, que liberou essa mudança.

 O Facebook permitirá que os usuários escolham sua identidade de gêneros que a melhor os defini a si mesmos sendo como andrógeno, transgênero e outras opções de gênero, essa novidade foi anunciada por meio da página Facebook Diversity, voltada a ações da empresa sobre diversidade racial, de gênero.

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 “Quando você acessa o Facebook para se conectar com as pessoas, causas ou organização com que se definamos, queremos que você se sinta confortável sendo quem você realmente é”, escreveu a rede social, “Uma importante parte disso é a expressão do gênero, especialmente quando isso se estende além das definições do sexo masculino e feminino.

Por isso, estão oferecendo a opção de customização do seu gênero para ajudar você a expressar melhorar sua própria identidade no Facebook”. Quando se escolhe um gênero á medida que o texto é digitado, algumas opções aparecem como sugestão: travesti, homem transexual, mulher transexual, trans homem, trans mulher, homem (trans), mulher (trans), cross gender, transgênero, FtM, MtF, pessoa transexual, neutro, pessoa trans, sem gênero, quem não se identificar com nenhuma das 17 opções sugeridas poderá escrever sua própria identidade de gênero, também pode selecionar de que forma vai ser tratado em público: no masculino (ele, seu), no feminino (ela, sua) ou de forma neutra (ele, dele), poderá também optar ainda a quem essa opção será exibida de forma publica ou privada.

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O reconhecimento para algumas pessoas têm o grande desafio ao compartilhar seu verdadeiro gênero para outros usuários e essa configuração permitirá a todos expressarem de uma forma única. Entre os gêneros que também poderão ser escolhidos estão andrógeno, “trans”, “cisgênero”, “bigênero” e “agênero”, O Facebook não é a primeira empresa de tecnologia a apoiar a causa LGBT. Quando as Olimpíadas de Inverno de Sochi começaram, o Google criou um “doodle” com as cores da bandeira LGBT para questionar as legislações restritivas sobre o tema na Rússia, país que sedia a competição, Além disso, o Google também já participa das Paradas Gay ao redor do mundo, como na de São Paulo e San Francisco, Sendo uma grande vitória a “necessidades” da comunidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros).

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O Brasil é o 11º país onde esta mudança ocorre desde que estreou, nos Estados Unidos, onde fica a sede do Facebook, em abril do ano passado – os outros são Espanha, Itália, Alemanha, Reino Unido, Austrália, França, Argentina, Canadá e Dinamarca.

 Facebook em comunicado disse “Demoramos um pouco para aplicar aqui no Brasil, porque buscamos grupos locais voltados à questão de gênero para debater e ouvir sugestões”, afirma Bruno Magrani, diretor de políticas públicas do Facebook Brasil. “Nós colaboramos com a nossa Rede de Apoio, um grupo de líderes de organizações de defesa LGBT, para oferecer uma extensa lista de identidades de gênero que muitas pessoas usaram para se descrever, E após um ano oferecendo esse recurso, nós agora estamos o expandindo para incluir um campo livre, a ideia é dar cada vez mais liberdade para as pessoas se expressarem de forma autêntica”.

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Bruno Magrani, diretor de políticas públicas do Facebook Brasil

 Quanto à privacidade, o Facebook deixará o usuário escolher se quer que a informação seja pública ou privada. Para o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), “Sou contra tirar as pessoas do armário compulsoriamente”, disse Wyllys. “A questão é a liberdade. O Facebook não quer impor nada às pessoas”, completou Magrani, outra novidade diz respeito ao pronome utilizado pela rede social para identificar o usuário. A partir de agora, o usuário pode decidir se quer que o Facebook se refira a ele no masculino, no feminino ou de forma neutra. Por exemplo: “Deseje feliz aniversário a ela / a ele” ou “Deseje-lhe feliz aniversário”. Essa informação, ao contrário da identidade de gênero, será necessariamente pública.

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Identidade de Genero

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O deputado estadual Jean Wyllys (PSOL-RJ), que é autor de um projeto de lei sobre identidade de gênero – Lei João Nery – e foi convidado pelo Facebook a participar da criação da ferramenta para auxiliar a elaboração e implementação das novas opções de gênero, nem todo mundo quer ou está preparado para a “visibilidade de gênero”, ele indicou Berenice Bento, professora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e a especialista em questões de gênero, para auxiliar neste trabalho.

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Berenice Bento Professora da Universidade Federal do Rio Grande do Norte

“Pode parecer uma mudança banal para quem não está envolvido neste universo, mas essa dimensão pública da identidade de gênero é algo muito importante para os transexuais e suas famílias”, afirma Wyllys.

O político defende que ter esta possibilidade numa rede social também é relevante, porque hoje “o mundo analógico e digital se confundem” e “a internet tem um papel central na vida das pessoas”, “Disse à empresa para se preparar, porque será alvo de ataques conservadores na internet, mas acredito que eles estão no caminho certo”, diz Wyllys.

Se tiver uma dúvida específica sobre o mundo trans, aqui é um bom lugar para buscar informação. Me escreva!

Um beijo,

Lindsay Lohanne

Não sou apenas uma Boneca, sou o diferencial entre as que existem.

 

 

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