Deputado Jean Willys Mostra a tua Cara! tire a sua Mascara de Carnaval.

Featured image

O deputado federal Jean Wyllys divulgou na quarta-feira (11) os vídeo de uma campanha que visa combater as DSTs e incentivar o uso de preservativos, sobretudo no período de carnaval, Além dos três vídeos, tem cinco histórias em quadrinhos. A campanha tem dois videos com pessoas trans, como tem com gays, lésbicas e bi. “Tentando” dar visibilidade a todas às identidades. Eles dizem que o vídeo busca desconstruir preconceitos. Por exemplo, o fato de mostrar um homem cis vestido, para o carnaval, com peças de roupas que a sociedade atribuiu às mulheres, se relacionando sexualmente com uma travesti, tenta justamente contradizer o senso comum transfóbico que, socialmente, lê uma travesti ou mulher trans como “um homem vestido de mulher”.

Featured image

No vídeo fica claro que a personagem interpretado pelo Vítor é um homem cis e a personagem interpretada pela Bárbara é transgênero, no caso, travesti. Neste vídeo, em específico, tentamos desconstruir a ideia de que os papeis sexuais definem ou são definidos pelo gênero, ou que a anatomia é que define o gênero das pessoas.

Featured image

Confira um trecho do depoimento deixado pela atriz Babi Aires como comentário deste vídeo: “enquanto mulher transexual, só passiva e que almejo a cirurgia, porém militante do movimento de travestis e transexuais, me sinto contemplada na campanha, que fiz voluntariamente com muito orgulho. O que vale é a mensagem de que devemos sempre usar camisinha, seja como for, imaginei que daria alguma repercussão, mas não tanta e nem tanta polêmica. Isso realmente foi uma surpresa. E fiquei inclusive triste com tudo isso, muita coisa desnecessária foi falada. As pessoas ainda são muito preconceituosas e fingem querer quebrar barreiras, estigmas e paradigmas, mas na realidade buscam se enquadrar em caixinhas pré-estabelecidas para serem aceitas, e ai atacam quem vai contra essa maré!”

Featured image

“Escutei de tudo desde parabéns, que arrasamos, que era “um marco na história LGBT”, que a campanha era de bom gosto, real, sem hipocrisia, até que era um lixo, um desserviço, que estava horrível, péssima, mal feita, como eu me prestava aquilo, que “devia ter vergonha na cara”, “como pode uma trans tão bonita e feminina fazendo ativa”… As pessoas cis LGB no geral gostaram da campanha e me parabenizaram pela coragem e ousadia em aceitar atuar como ativa no vídeo, Não acho, sinceramente, que o Jean e sua equipe sejam transfóbicos, mas socialmente falando, culturalmente, ainda há essa imagem de que a travesti só serve pra sexo, e essa barreira os gays já ultrapassaram. Quantos gays famosos com companheiro de anos nós conhecemos? E quantas trans com companheiros? Eu entendo toda revolta das trans e adoraria também que o vídeo mostrasse uma outra realidade, mas ela ainda é rara e pouco conhecida, Juro que estou até agora tentando entender o porque uma trans não pode gostar do seu pau e não pode gostar de usá-lo… Infelizmente eu sou transexual e almejo a cirurgia, mas adoraria ser travesti e me curtir inteira. Infelizmente no sentido de não aceitar o meu corpo e de ter o gasto com a cirurgia, não infelizmente por ser trans.”.

Featured image

A intenção dos Videos e para mostrar a diversidade e quebrar tabus e preconceitos, sendo que nem  todas vão se sentir representados por cada personagem, mas isso é justamente porque a diversidade é bem maior, irrepresentável em sua totalidade. Na elaboração da campanha participaram ativistas e artistas heterossexuais, gays, lésbicas, bissexuais, tanto cis como trans. E cada um e cada uma trouxeram suas propostas.

Featured image

Com a  situação que envolve sexo, sem eufemismos, principalmente sexo casual, no contexto do carnaval, porque o foco da campanha é esse. Tem pegação na rua, nos blocos, na praia, nos aplicativos de encontros, tem sexo como atividade profissional… Como na vida real.

Featured image

É claro que isto não significa insinuar que as pessoas só fazem sexo casual, ou que sempre é assim, tão rápido e fácil. Mas o foco da campanha é o uso da camisinha nesse tipo de situações, onde ela muitas vezes não é usada, em especial nessa época do ano, essa campanha é para mostrar também que é possível fazer ações com baixo custo mais com maiores níveis de impacto, do que as que estão sendo feitas atualmente.

Featured image

Como uma campanha voluntária e inédita, estamos abertos e atentos às críticas e sugestões como a sua e tantas outras aqui para melhorará-la em possíveis edições futuras.  (ASCOM – assessoria de comunicação do Dep. Jean Willys).

Featured image

No filme, um casal gay conversa por meio de um aplicativo no celular e combinam de se encontrar. Depois de alguns beijos na piscina, um deles busca um suco e aproveita para levar algumas camisinhas.

Featured image

“Carnaval tem música, piscina, dois caras a fim, muito desejo, mas… tem camisinha?”, escreveu Jean em sua página no Facebook, acrescentando as hashtag #UseCamisinha e #Carnaval2015. O vídeo foi realizado pelo mandato do deputado em parceria com o coletivo Fora do Eixo e voluntários do Rio de Janeiro.

 Jean Wyllys: ”Não tem nexo se Vestir de mulher e agredir Gays”. Jornal o Globo dia 16 coluna de Adalberto Neto

O deputado federal Jean Wyllys, que acabou de chegar ao camarote da Boa nesta segunda-feira, falou sobre a propaganda a favor dos homossexuais que é o carnaval. “A festa levanta a questão, sem precisar de panfletagem. Não há carnaval sem gay, desde o maquiador ao carnavalesco, sem generalizar, claro”, disse ele.

Featured image

Jean ainda criticou os comentários preconceituosos a respeito do beijo do ator Teodoro Cochrane, filho da apresentadora Marília Gabriela, em Salvador. “Quando você lê as postagens preconceituosas das pessoas embaixo da foto nos sites, dá vontade de se matar”. E falou ainda dos paradoxos da folia; “É muito sem nexo os caras se vestirem de mulher para curtir o carnaval e, depois, agredirem outro que se veste de mulher o ano inteiro“, não acredito que ele disse isso pode uma coisa dessa.

Featured image

Drag Queen Tchaka fala sobre assunto polemico do Vídeo: ” Quando pensamos em uma campanha global de conscientização temos que levar em conta que somos diversos e que em sua grande maioria deve ser alcançada com as mensagens propostas, o vídeo de sexo seguro no Carnaval feito e elaborado pela equipe do Deputado Jean Willys pelo Psol do Rio de Janeiro visa mostra UMA DAS realidades vividas todos os dias entre a “clássica família brasileira” e as travestis e trans profissionais do sexo ou não, o vídeo tem várias interpretações, a mais “senso comum” é que a travesti tem alguma doença sexualmente transmissível,  e não quer “passar”, tem a interpretação que ela não quer “pegar” nada dele ou mesmo que é ética profissional usar sempre a camisinha. Gostei do vídeo por mostrar que pelo menos a travesti é educada sexualmente e exige o uso do preservativo, agora se ela é ativa ou passiva é tão irrelevante que fica desnecessário esse questionamento, o vídeo é positivo em sua proposta de mensagem e mostra que esse tipo de abordagem acontece e quase sempre não é usado o preservativo, Parabéns ao roteirista, atores e principalmente ao Jean Wyllys por aborda de forma aberta questões que até nós da comunidade LGBTs temos tabus e queremos nos enquadrar aos padrões heteronormativos”. Drag Queen Tchaka o Criador e criatura  ela quer saber sua opinião fale com ela no Instagram @TchakaDragQueen.

Featured image

A Cantora Trans Renata Peron comentou sobre vídeo da campanha do uso preservativo: “Bem! quando pensamos numa campanha publicitaria, temos que levar em consideração no geral, se o que esta sendo feito e pensado, se trará benefícios ou estigmatizará ainda mais? No vídeo feito, elaborado pela equipe do Deputado Jean Willys pelo Psol, fala sobre o uso do preservativo, isso realmente não me contempla totalmente como uma transexual, pois, não precisava a demostração que a travesti faz com seu parceiro em seu ato sexual, pois o mesmo não foi feito no vídeo do casal homossexual nem por isso deixou de passar a ideia bacana do uso da camisinha, não dando a importância a qual forma ou maneira você fará o ato sexual independe do gênero ou orientação, o que importa em si é só uso do preservativo, ou seja, o preservativo teria que ser sempre o protagonista não coadjuvante, essa é a falha no vídeo em si, na minha opinião” .

Featured image

A Psicanalista Letícia Lanz diz “Resumo da ópera: o vídeo é esteticamente feio, misógino e transfóbico. Mulher não é fantasia, e fantasia escrota, de carnaval, como os “machões” brasileiros adoram mostrar. Travesti não é tomate em fim de feira pra servir como queira à sexualidade reprimida de machões vestidos de mulher. Como se não bastasse, tem um roteiro de filme pornô de 5ª categoria, explorando clichês absolutamente grosseiros ligados à população transgênera. Não ajuda, não instrui e só deforma e atrapalha a luta por direitos civis e dignidade da população trans.

Featured image

Luisa Helena Stern advogada, militante dos direitos humanos, ativista digital, mulher transexual, que na sua opinião que quanto ao vídeo da travesti sobre uso de preservativo, a minha opinião vai no mesmo sentido da maioria daquelas que muitas transexuais comentaram e postaram, a abordagem é extremamente infeliz, só faz reforçar estereótipos preconceituosos contra as travestis e todas as pessoas trans, Penso que o Jean tem um papel fundamental como único parlamentar LGBT no Congresso Nacional, autor de vários projetos importantes, como a Lei de Identidade de Gênero, mas ele não é infalível, nem dono da verdade, nem imune a críticas, quando comete erros desse porte.

Parece que, além de reforçar estereótipos, prejudicando ainda mais a imagens das travestis e mulheres trans, também falta humildade e capacidade de diálogo para o deputado e a assessoria dele, que frequentemente reagem de maneira grosseira, irônica, desrespeitosa, quando são questionados sobre algo que não fizeram corretamente. Também me parece que falta um conhecimento básico sobre as identidades e os desejos das pessoas trans. Não sei se tem alguém assessorando ele nessa área, mas se tem, está deixando muito a desejar. O projeto de Lei de Identidade de Gênero é ótimo, só que se trata de uma adaptação da lei Argentina. Ou seja, não foi preciso muito conhecimento para elaborar. E com tudo o que tem de positivo, eu preciso dizer que não houve discussão prévia com o movimento social organizado e historicamente reconhecido como representante da população de travestis e transexuais”.

Comercial da Campanha de carnaval de prevenção a DST/Aids 2012

O conceito dessa campanha é: “Na empolgação pode rolar de tudo. Só não rola sem camisinha. Tenha sempre a sua”. Ela foi veiculada em dois momentos: a partir do dia 2, antecipando o carnaval, com alertas para o uso responsável do preservativo, e no período pós-festa, a partir do final de fevereiro, com a promoção do diagnóstico e a conscientização da necessidade da realização do teste. “A grande novidade do carnaval deste ano foram os pôster dirigido às travestis. É primeira vez que o Ministério da Saúde apresenta um material específico para esse público na campanha de carnaval” ressalta Dirceu Greco, diretor do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, e outros dois pôsteres direcionam-se aos jovens gays e à população heterossexual.

Os filmes a serem transmitidos pela TV e internet apresentam situações em que os públicos-alvo da campanha — homens gays jovens e um casal heterossexual — encontram-se prestes a ter relações sexuais sem camisinha. Em ambos os filmes, surgem personagens fantasiosos — uma fadinha, no caso do filme do casal gay, e um siri, no do casal heterossexual — com uma camisinha. Ao final, em ambos os vídeos é apresentada a mensagem: “Na empolgação rola de tudo. Só não rola sem camisinha. Tenha sempre a sua”. Veja as peças da campanha e assista aos vídeos.

Campanha DST/Aids – carnaval 2014

Ministério da Saúde apresenta a campanha de 2014 de prevenção às DSTs/Aids no Carnaval. Com o tema “Se tem festa, festaço ou festinha, tem de ter camisinha”, a mobilização pretende alertar para a prevenção nos momentos de diversão.

Música de Erasmo para Roberta Close, a musa dos anos 80.

Boatos dão conta que o Tremendão Erasmo Carlos teria ficado encantado com Close e que os dois tiveram um caso e ainda, Erasmo teria largado a mulher e tudo. Nada ficou comprovado. Mas o fato é que Erasmo realmente escreveu uma música chamada “Dá um close nela” com detalhe de enaltecer a beleza dela e ao mesmo tempo afirmando que ela não era mulher, pelo detalhes do gogó e os pés, e o clipe é todo protagonizado por ela mesma: Roberta Close. Hmmmm.

Vinheta de Carnaval 2015 música do diretor de palco e animador Liminha do SBT com o mascote Silvinho.

Sr. Silvio Santos e seu diretor de palco e animador Liminha “mais do que competente”, fizeram a marchinha de carnaval chamada Assanhado que promove o preconceito contra travestis e transexuais, Afinal, é crime uma pessoa trans pular carnaval e ficar com alguém durante as festas? Então quer dizer que esta “confusão” é algo tão horrível que os homens cis devem tomar cuidado para não serem “enganados”?

Comercial de cerveja faz chacota com travesti: qual é a graça?

A campanha publicitária da Nova Schin para as festas de São João de 2012 foi além: além da velha mercantilização do corpo feminino, ainda faz chacota com as travestis, No comercial de 30 segundos, um sujeito (“Marcão, garanhão”), sentado numa roda de amigos, vai em direção a uma linda mulher, “rápido como o Corisco”. Quando ele repara no tamanho do pé, no volume e no gogó, descobre que era uma travesti (“de noite era Maria, mas de dia era João”). Os amigos caem na risada, e o narrador conclui: “armaram para o Marcão”. Pode parecer engraçado para muitas pessoas, mas para milhares de travestis é uma grande ofensa: o comercial só reforça a opressão, as piadinhas e a violência que elas sofrem 24h por dia (e não só “de noite” como sugere o comercial): o simples fato de a linda mulher ser uma travesti já é motivo para risadas e chacotas ao tal do Marcão.

Como se não bastasse LGBT’s (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) serem motivo de piada todas as semanas em diversos programas humorísticos na televisão de péssimo gosto, como “Zorra Total”, “Pânico” e “Casseta e Planeta”, a Schincariol se utiliza da transfobia para vender mais e lucrar mais, Os comerciais em questão ajudam a perpetuar o preconceito, a discriminação e a opressão aos LGBT’s. Tirar do ar programas e comerciais que propagam a ideologia racista, machista ,transfóbica e homofóbica, além de ser exigência do movimento de combate às opressões, não é censura: é uma obrigação do governo. Censura é exatamente o oposto. Podemos tomar como exemplo a campanha da programa nacional de combate às DST’s/AIDS para carnaval 2012. Diante da constatação de que a AIDS vem crescendo entre jovens gays, o ministério da Saúde desenvolveu uma campanha de educação em saúde voltada a esse público, com uma vinheta retratando uma balada gay. Quatro dias depois do lançamento da campanha no site do Ministério, o governo, na figura do ministro Alexandre Padilha, censurou a campanha, a vinheta foi retirada do site e nunca foi ao ar na televisão. Vale aqui lembrar que a bancada homofóbica no Congresso Nacional é parte da base aliada de Dilma, e o governo mantém o silêncio cúmplice para agradar a esse setor, até mesmo numa situação alarmante de saúde pública.

Se tiver uma dúvida específica sobre o mundo trans, aqui é um bom lugar para buscar informação. Me escreva!

Um beijo, Lindsay Lohanne Não sou apenas uma Boneca, sou o diferencial entre as que existem.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s