O Intersexo e sua Influência na vida das Mulheres Mais lindas

Quando criança com 6 anos de idade vi uma matéria falando de um mito sexual do anos 80  falando da beleza estonteante de  Roberta Close, falando que a mulher mais linda do Brasil era um homem, isso mexeu muito com imaginação de muito homens e deixa a mulherada com ciúmes por ter essa beleza exótica, uma vez Elke Maravilha disse a seguinte frase ao admirar um transformista: “O homem é melhor que a mulher até quando vira mulher.” ela tinha dito isso com conhecimento de causa, talvez ela tenha registrado no seu DNA essa verdade, afinal, ela também era e ainda é uma pessoa de uma beleza impressionante e a sua aversão declarada a ideia da maternidade pode ser a resignificação psicológica para um caso de esterilidade irreversível, Sexo masculino ou feminino? Quais são as questões que rodeiam as duvidas para quem a resposta não é clara? Aqui obteremos algumas dessas respostas.

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“É menino ou menina?” É frequentemente a primeira questão colocada quando uma criança nasce, e é largamente assumido que a resposta é fácil. Cromossomas sexuais XY = testículos e pénis = menino; cromossomas sexuais XX = ovários e vagina = menina. Mas não é sempre tão fácil. Algumas crianças nascem intersexuais, andrógenas, hermafroditismos ou com síndrome de Morris não sendo totalmente do sexo masculino nem totalmente do sexo feminino.

Todas as vezes que me perguntam “Qual é a mulher que você acha mais bonita?” vem em minha mente sem titubear: “Ana Paula Arósio!” entre as atrizes mais bonitas, em minha opinião?” eu responderia: “Ana Paula Arósio, Kim Novak e Nicole Kidman.” Eu descobri que essas beldades provavelmente são portadoras da Síndrome de Morris”. Por quê? Existem vários tipos diferentes de intersexo e nós ainda não percebemos tudo, mas a genética e níveis hormonais no útero da mãe durante a gravidez são uma das influências conhecidas.

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Ana Paula Arósio e NicoleKidman

Androginia

 Refere-se à mistura de características femininas e masculinas em um único ser, sendo a forma de descrever algo que não é nem masculino nem feminino, pessoa que se sente com uma combinação de características culturais seja masculinas (andro) seja femininas (gyne). Isto quer dizer que uma pessoa andrógina identifica-se e define-se como tendo níveis variáveis de sentimentos e traços comportamentais que são masculinos ou femininos.

O andrógino é aquele (a) que tem características físicas, com expressão comportamental de ambos os sexos. Assim sendo, torna-se difícil definir a que gênero pertence a uma pessoa andrógina apenas por sua aparência prezando por sua androginia normalmente utilizam de adereços femininos, no caso de homens, ou masculinos, no caso de mulheres, para ressaltar a dualidade. Dado isso, tende-se a pressupor que os andróginos sejam de uma orientação sexual definida seja homossexuais ou bissexuais, o que não é verdade, uma vez que a androginia ou é um caráter do comportamento e da aparência individual de uma pessoa ou mesmo sua condição sexual psicológica, nada tendo a ver com a orientação sexual (ou identificação sexual), tendo a atração erótica por determinado parceiro. Desse modo, pessoas andróginas podem se identificar como homossexuais, heterossexuais, bissexuais, assexuais, ou, ainda, pansexuais.

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Andrej Pejic em três momentos: modelo andrógino quer posar para a ‘Playboy’ (Foto: Getty Images)

Na psicologia, androginia é uma disforia de gênero raro é responsável por uma condição psíquica em que o indivíduo se identifica como não sendo nem homem nem mulher, mas como uma pessoa de sexo mentalmente híbrido, o que se reflete em seu comportamento. Dentro da psicologia, Sandra Bem desenvolveu um teste no qual se considera a masculinidade e feminidade num plano bidimensional. Nessa modelagem, pessoas com traços significativos para a masculinidade e feminilidade obtidos, por exemplo, através do Inventário de Papeis Sexuais de Bem poderiam ser consideradas como andróginas.

Andrógino segundo o livro “O Banquete”, de Platão, uma criatura mítica proto-humana. No livro, o comediógrafo Aristófanes descreve como haveriam surgido os diferentes sexos. Havia antes três seres: Andros, Gynos e Androgynos, sendo Andros entidade masculina composta de oito membros e duas cabeças, ambas masculinas, Gynos entidade feminina, mas com características semelhantes, e Androgynos composto por metade masculina, metade feminina. Eles não estavam agradando os deuses, que os resolveu separar em dois, para que se tornassem menos poderosos. Seccionado Andros, originaram-se dois homens, que apesar de terem seus corpos agora separados, tinham suas almas ligadas, por isso ainda eram atraído um por o outro. O mesmo ocorre com os outros dois. Andros deu origem aos homens homossexuais, Gynos às lésbicas e Androgynos aos  heterossexuais. Segundo Aristófanes, seriam então divido aos terços os heterossexuais e homossexuais.

Para a Biologia, andrógino é o ser que possui os dois sexos ao mesmo tempo sendo capaz de reproduzir-se sozinho (não no caso dos humanos). O mesmo que hermafrodita. Mas para os psicólogos, médicos e até estilistas, a androginia é sobre tudo um fenômeno cultural. “O que está em jogo é o papel social desempenhado pelo indivíduo. A pessoa andrógina não precisa ter, necessariamente, comportamento sexual ambíguo”, explica o sexólogo Oswaldo Rodrigues Júnior, de São Paulo, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Sexualidade. Ele dá exemplos de incorporação de papéis sociais do sexo oposto: o homem que não tem vergonha de chorar e expor sentimentos, cuida dos filhos, participa das tarefas domésticas, ou a mulher que impõe opiniões, assume o sustento da casa, exerce profissões consideradas “masculinas”.

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sexólogo Oswaldo Rodrigues Júnior

“Assumir os dois lados da sexualidade e da sensualidade ainda é uma questão de caso a caso. De outro lado, negar as diferenças pode gerar um híbrido, nem isso nem aquilo. Aí, há privação das qualidades de ambos,” A androginia é um jogo lúdico, em que o homem projeta seu lado masculino na mulher, e a mulher projeta seu lado feminino no homem. “Um jogo que globaliza, traça um círculo de 360 graus em torno do outro, totalmente diverso do homossexual, autocentrado, ou do bissexual que separa com rigidez o masculino do feminino”.

Os primeiros andróginos explícitos da atual voga no Brasil começaram a aparecer na década de 70, inspirados em cantores pop americanos e, logo em seguida, brasileiros. Naquela época não se viam, como hoje, homens e mulheres anônimos vestidos e penteados com tal ambigüidade — terninhos, tênis, mocassinos, cabelos quase recos —, capazes de provocar tanta confusão que fica impossível distinguir uns das outras. “Em caso de dúvida é mulher”, ensinam os moradores de San Francisco, talvez os americanos mais acostumados a conviver com a androginia em todo o mundo. Aliás, é da psicoterapeuta americana June Singer, autora do livro Androginia — rumo a uma nova teoria da sexualidade, a comparação do andrógino com o ovo fecundado. Ela considera que, por reunir características psicológicas abrangentes, a androginia é a chave do futuro. Talvez seja um exagero, mas, para que dela fique alguma marca indelével na história humana, será preciso que assuma resolutamente o que é específico de cada gênero. Sem prejuízo da divisão de responsabilidades sociais e sem a soberba dos seres esféricos que pretenderam invadir o Olimpo. Haverá mais chances de sucesso na vida afetiva e profissional e nenhuma necessidade de invejar os deuses.

Esses rapazes tão lindos

O inconsciente humano sempre conviveu com certa confusão entre os dois gêneros. Os escultores gregos clássicos fundiam feminino e masculino de tal forma que não raro, os restauradores modernos equivocaram-se reconstruindo efebos (rapazes adolescentes) como se fossem moças. Nos antigos baixo-relevos da Índia, da mesma forma, quase não há separação por sexo; afinal, divindades precisam ser completas, não teria sentido empobrecê-las fazendo-as masculinas ou femininas. Os pintores também criaram mulheres e homens com jeito andróginos.

Hermafrodita 

Possuir órgãos reprodutores masculinos e femininos, além de características sexuais secundárias, como pela voz grossa, seios. É possível mudar, com ajuda da cirurgia, de um sexo para o outro. O nome vem de Hermafrodito, filho mitológico dos deuses Hermes e Afrodite. Etimologicamente, o nome significa “o que participa de Hermes e de Afrodite”, portanto, dotado de ambos os sexos. Assim, a mitologia já o distingue do andrógino, pois ele não pode ser dividido pelo facão de Zeus e é impotente para o sexo e a fecundação. O androginismo expressa a fecundidade dos dois gêneros; o hermafroditismo simboliza a esterilidade.

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Existem três tipos de hermafroditismo humano: o hermafroditismo verdadeiro, o pseudo-hermafroditismo masculino e o pseudo-hermafroditismo feminino: No hermafroditismo verdadeiro as crianças nascem com os dois órgãos sexuais bem formados, possuindo os órgãos sexuais internos e externos de ambos os sexos, incluindo ováriosúterovaginatestículos e pênis. No hermafroditismo verdadeiro as maiorias das pessoas são geneticamente do sexo feminino (cromossomos XX) e a formação dos órgãos sexuais masculinos é atribuída a causas ainda não totalmente conhecidas. No pseudo-hermafroditismo masculino a criança nasce geneticamente como do sexo masculino (cromossomos XY) embora os órgãos sexuais externos não se desenvolvam completamente, já no feminino a criança nasce geneticamente como do sexo feminino (cromossomos XX) embora o clitóris desenvolva-se excessivamente adquirindo um formato semelhante a um pênis (Clitoromegalia).

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Atribui-se uma suposta causa não genética para o pseudo-hermafroditismo feminino aos efeitos dos medicamentos utilizados no tratamento da hiperplasia congênita das suprarrenais (HCSR) por deficiência da 21-Hidroxilase, uma doença genética que necessita de tratamento permanente e que em alguns casos não é interrompido por gestantes que não sabem se estão grávidas.

Uma teoria genética recente busca explicar várias anomalias sexuais do hermafroditismo humano com sequências palíndromos presentes no cromossomo Y. Segundo essa teoria as sequências palíndromos presentes no cromossomo Y, que supostamente protegeriam esse cromossomo de mutações genéticas, poderiam ocasionalmente se esticar e formar uma atração fatal com o palíndromo similar de seu vizinho, alterando o tamanho e/ou deslocando o centrômero do gene: os cromossomos gerados nessas divisões celulares teriam comprimentos variáveis, curtos e longos, com centrômeros deslocados ora para o centro, ora para as extremidades. Nessa teoria, os pacientes nos quais a distância entre os dois centrômeros do Y é curta, seriam homens, ao passo que quanto maior a distância entre os centrômeros, maior a tendência de que os pacientes sejam anatomicamente feminizados. Essa pesquisa incluiu alguns pacientes do sexo masculino (cromossomos XY) portadores da síndrome de Turner, uma condição só então conhecida em mulheres que nascem com um único cromossomo X (cromossomos 45-XO). Convém notar também que os hermafroditas são frequentemente estéreis (e que todos os hermafroditas verdadeiros são estéreis).

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Tratamento

A forma mais comum de tratar os hermafroditas humanos é com recurso a uma cirurgia para definir o sexo da pessoa. No entanto existe uma tremenda dificuldade em decidir quando é o momento ideal para a cirurgia e qual deverá ser o papel do hermafrodita, no caso de ser uma criança, na tomada de decisão sobre que sexo definir como o seu. Devido a esta dificuldade muitas vezes é permitido que a criança hermafrodita crescesse até uma idade onde seja possível definir características hormonais e psicológicas que apontem para um determinado sexo.

Síndrome de Morris

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Aspectos Psicológicos: A primeira menstruação é um momento esperado pelas meninas na puberdade e seus pais, sua ausência leva a procura de um diagnóstico que envolve uma série de exames. A síndrome não é fácil de ser identificada devida a sua raridade e essa falta de diagnóstico geralmente trás sentimentos de ansiedade e medo. A puberdade não proporciona apenas mudanças físicas, é um período de luto da infância, dúvidas e de alterações hormonais que despertam a sensibilidade sexual. A síndrome carrega consigo aspectos relacionados à feminilidade, à sexualidade e à maternidade. Pode ocorrer uma diminuição da autoestima, sentimentos de vergonha e inferioridade, medo da rejeição do futuro parceiro e receio de relacionamentos. A família do paciente também vivencia este momento com incerteza e insegurança, impotência e culpa. Sofre se angustia, se anima, se deprime, sente pena, e pode funcionar tanto como um elemento de auxílio como um elemento que exalta a condição de deficiência e dependência. Muito importante salientar que o apoio psicológico individual e/ou grupo após o diagnóstico é de extrema importância e deve ser estendido aos familiares. Muitos pais possuem dúvidas de como conversar com suas filhas sobre a síndrome, sexo e maternidade nesta fase. O prazer sexual fica intacto já que o orgasmo feminino provém essencialmente do clitóris, órgão não afetado pela síndrome. Com o canal vaginal reconstruído após o tratamento (cirúrgico ou dilatadores) poderão ter relações sexuais por penetração e uma vida sexual normal. Lembro que existem inúmeros motivos que levam uma mulher a não ter filhos: problemas de saúde diversos, instabilidade financeira, falta de parceiro fixo, carreira, câncer, viuvez precoce, um parceiro fixo que não deseja filhos ou possui problemas de saúde. Sendo assim, é um tema atual e que não afeta apenas portadoras da síndrome. É essencial que a sociedade saiba que são mulheres que possuem uma vida normal: trabalham, estudam, namoram e se casam, possuem a limitação de não poder gerar filhos, mas podem ser mães através adoção se desejarem. É de extrema importância que as pacientes participem ativamente do seu tratamento, estabelecendo uma relação de confiança com seu médico, procurando tirar todas as suas dúvidas, e dentro do que for possível, fazer escolhas na direção de atender os seus desejos.

Americana relata drama de descobrir na adolescência ser portadora de Síndrome de Morris

Katie tem síndrome da insensibilidade ao androgênio, diagnosticada depois de médicos descobrirem existência de testículo não descido, a americana que descobriu na adolescência que era geneticamente homem relatou seu drama em um documentário da BBC que tem síndrome da insensibilidade ao androgênio, que só foi diagnosticada quando ela passou por uma operação de hérnia aos seis anos de idade. Os cirurgiões descobriram na época que ela tinha um testículo não descido e que não possuía ovários ou útero, apesar de ter uma vagina, por não reagir ao androgênio, o hormônio que teria feito com que ela fosse um menino, ela se desenvolveu como menina.

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‘Eu tenho aparência feminina, tenho um corpo de mulher normal, mas em vez de ter cromossomos XX como uma mulher típica, eu tenho cromossomos XY como um homem comum.

Segredo
Os pais de Katie, sendo médicos, aprenderam durante seus estudos que não era recomendável informarem às mulheres que elas têm essa condição porque a notícia seria tão devastadora que elas poderiam cometer suicídio. Ainda assim, eles decidiram, aos poucos, dar a Katie algumas informações sobre seu corpo e quando ela completou 18 anos, os pais revelaram todos os detalhes.

‘Eu fiquei muito assustada. Eu não estava preparada para pensar em mim como totalmente e irreversivelmente diferente de qualquer outra mulher. Eu ficava pensando se alguém iria me amar ou se eu era tão diferente que não poderia ser amada’, disse ela, teve o testículo removido, passou a tomar pílulas para equilibrar melhor seus hormônios e começou a frequentar um grupo para mulheres como ela.

 O nascimento de uma criança que não pode ser descrita como menino ou menina (com sexo indeterminado, condição previamente conhecida como intersexo) é algo raro, mas o grupo de apoio Accord Alliance diz que, em cada 1,5 mil nascimentos, um apresenta algum tipo de DDS. Pessoas com o distúrbio podem ter desequilíbrios hormonais ou um desenvolvimento inadequado de seus órgãos sexuais ou reprodutivos, que pode levar a uma genitália ambígua e a uma aparência física que não corresponde a seus cromossomos sexuais, como é o caso de Katie. Em casos opostos ao de Katie, pessoas com cromossomos XX (femininos) podem não desenvolver seios, ter pelos em excesso e um clitóris aumentado, similar a um pênis, eu acho que termos e definições são muito inadequadas do que é sexo, mas com base no que temos, não posso dizer que sou homem ou mulher em termos de sexo, apesar de minha identidade de gênero ser feminina’, diz Katie.

 É menino ou menina, Esta pergunta nem sempre pode ter uma resposta pronta. De fato, cerca de 1 em 3000 crianças nascem com intersexo, isto é, situação em que não existe uma concordância total entre os vários critérios que definem o sexo, essa identificação inequívoca de um indivíduo com o sexo masculino ou feminino resulta da plena concordância de todos os critérios utilizados na definição do sexo: cromossômico (XX ou XY), gonádico (ovários ou testículos), genital (genitais internos e externos), somático (características sexuais secundárias), psíquico (o conceito que o indivíduo tem de si mesmo e que lhe permite identificar-se com um ou outro sexo), social (o sexo que a sociedade atribui ao indivíduo e que pode, ou não, adaptar-se ao conceito que este tem de si mesmo) e civil (o sexo que foi atribuído ao indivíduo ao ser inscrito no Registo Civil).

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Na espécie humana, a determinação do sexo parece ser equivalente à determinação testicular, sendo o cromossoma Y responsabilizado desde 1959 pelo controle genético dessa determinação. A primeira fase da determinação do sexo ocorre na altura em que se define se o ovócito é fecundado por um espermatozoide portador do cromossoma X ou do cromossoma Y. Cerca da 6ª semana de desenvolvimento, os embriões XX e XY partilham de pares idênticos de gonadas indiferenciadas – cristas gonádicas – e dois grupos de canais primitivos: os canais de Wolff e de Müller. Externamente, os embriões XX e XY desenvolvem o tubérculo genital, o sulco urogenital e as tumefacções lábioescrotais. Nesta fase inicial do desenvolvimento do feto, os genitais internos e externos de qualquer embrião têm capacidade estrutural para se diferenciarem no sentido masculino ou feminino. Todavia, hormônio masculino (Testosterona), o desenvolvimento do embrião será no sentido feminino. Esta constatação serve de base a opiniões opostas, e no mínimo desnecessárias, sobre a “importância” relativa dos dois sexos, considerando uns que esta é a prova de que os indivíduos do sexo feminino são mais primitivos enquanto outros afirmam que a mulher simboliza o sexo básico e o homem não é mais do que um elemento paralelo anômalo.

Na Síndrome de insensibilidade aos andrógenos o cariótipo é 46 XY, mas a genitália externa e interna pode ser normal ou ambígua. Ocorre por deficiência na produção de andrógenos, defeito de receptor ou ausência do fator antimülleriano. O fenótipo pode variar de uma aparência completamente feminilizada em casos de insensibilidade completa aos andrógenos a virilização normal com presença de estruturas müllerianas (Freitas e cols 1997).
As anormalidades nos receptores androgênicos são a causa mais comum podendo ser divididas em forma completa e incompleta. O testículo feminilizante, forma completa ou Síndrome de Morris é uma condição na qual a insensibilidade congênita aos andrógenos ocorre devido a um problema nos receptores intracelulares, como há insensibilidade à testosterona, ela não atua na genitália externa que se diferencia para o lado feminino normalmente. Desta forma, os indivíduos possuem diferenciação feminina da genitália externa e não há estímulo para o desenvolvimento dos ductos de Wolff. A  gônada continua a secretar FIM (fator Inibidor dos Ductos de Müller), desta forma os ductos de Müller são inibidos, portanto estas mulheres não possuem útero, trompas de falópio e 2/3 superiores da vagina. Estas “mulheres” possuem vagina curta em fundo cego (terço inferior), ausência de útero e  trompas de falópio Tsutsumi & Yoshimura 1996. Não há virilização na puberdade e os níveis de testosterona são normais para o sexo masculino e os níveis de LH e FSH são normais ou aumentados e estradiol aumentado para homens (Damario & Rock 1995). Muitas vezes deve ser realizado o diagnóstico diferencial com a síndrome de Meyer-Rokitansky. Esta síndrome é ocasionada por um defeito no desenvolvimento dos ductos de Müller gerando ausência do útero e dois terços superiores da vagina, cuja etiologia é desconhecida. As gônadas são ovários, e as pacientes vêm à consulta ginecológica, como no testículo feminilizante, por amenorreia primária ou por dificuldade de manterem relações sexuais. Além do cariótipo 46 XX estas pacientes apresentam pelos sexuais  normais níveis normais de testosterona para o sexo feminino e ultrassonografia com gônadas sugestivas de ovários pela presença de folículos em crescimento. No testículo feminilizante as    pacientes possuem desenvolvimento puberal normal feminino porque a testosterona produzida pelos testículos em níveis plasmáticos masculinos é transformada em estrógeno na periferia. São identi-
ficadas no nascimento como mulheres, sexo de criação social feminino, desenvolvimento puberal  feminino e inclusive com mamas normais (Nawata e cols 1996).
As gônadas, testículos, que não conseguem exercer todas as suas potencialidades são consideradas disgenéticas. Após a puberdade, de preferência entre 16 e 18 anos de idade, as gônadas devem ser extirpadas pelo risco de malignização, que é de menos de 5% (Manvel 1976). A insensibilidade  androgênica é transmitida por um gene recessivo ligado ao cromossomo X. No entanto há heterogeneidade genética: em 60 a 70% dos casos os receptores são ausentes e em 30 a 40% os  receptores são presentes, porém sem função normal. A forma incompleta de pseudo-hermafroditismo masculino pode corresponder desde a completa falta de virilização até a masculinização fenotípica  completa. Cerca de 10% dos pacientes exibem formas parciais da doença. Na maior parte dos casos  de insensibilidade incompleta aos andrógenos o fenótipo é feminino, no entanto em alguns casos o pênis é de tamanho suficiente para permitir a identificação sexual masculina ao nascimento, mesmo na presença de hipospádia perineal. Estes indivíduos apresentarão na puberdade ginecomastia e  feminilização devido a uma reserva de receptores androgênicos inadequada. Devido à impossibilidade de resposta aos androgênios na puberdade há predomínio da atividade estrogênica. Estes indivíduos permanecem estéreis e incapazes de responder ao uso de andrógenos exógenos.  Estes fatores devem ser avaliados prioritariamente na determinação do sexo (Damario & Rock 1995).

Uma outra causa é a deficiência de 5-alfa-reductase. A 5-alfa-redutase é responsável pela  transformação da testosterona em di-hidrotestosterona metabólito mais ativo necessário à diferenciação genital externa masculina.. Os casos podem apresentar-se com hipospádia, falha de  fusão lábioescrotal, ausência de próstata, seio urogenital aberto ou aberturas separadas de uretra e  vagina e um clitóris simulando pênis e vice-versa. Os ductos de Wollf, por ação da testosterona, se  transformam em epidídimo, canal deferente e vesícula seminal (Warne & Zajac 1998). Como o defeito de desenvolvimento é na genitália externa, na puberdade a testosterona é metabolizada em diferentes locais produzindo voz grossa, libido masculino, ereção, mamas normais para o sexo  masculino aumento do clitóris ou pênis. Os testículos podem estar na pelve ou nos canais  inguinais. A conduta nas formas incompletas é, após correto diagnóstico, a de complementar, quando possível, a
identidade sexual conforme o desejo “do” paciente ou “da” paciente. Nas mulheres a orquiectomia,  plástica redutora do “clitóris”, e correção do seio urogenital é indicada, como também a  estrogenioterapia. . Se possível o diagnóstico deve ser alcançado antes da puberdade evitando os  problemas ocasionados pela virilização em pacientes criados com do sexo feminino (Freitas e cols  1997). Disgenesia bilateral dos testículos pode ocorrer em pacientes com cariótipo XY, onde estes  testículos não conseguem realizar a produção da testosterona ou do fator inibidor dos ductos de  Müller, ou seja, a gônada falha em progredir do seu estado indiferenciado. É responsável por 4% dos  casos de pseudo-hermafroditismo masculino. É conhecido como Síndrome de Swyer na sua forma  completa. A característica é de um indivíduo com desenvolvimento da genitália interna e externa  feminina, e as gônadas apresentam-se como cordões fibrosos. Na puberdade apresentam amenorréia e ausência do desenvolvimento dos caracteres secundários. A gonadectomia é indicada para prevenir a  virilização e a possibilidade de neoplasias. Nestes pacientes é necessário realizar terapia de reposição hormonal combinada que irá realizar o desenvolvimento sexual secundário. Em alguns casos pode haver disgenesia gonadal mista, ou seja tecido testicular é presente em um lado e gônada em fita no outro. Normalmente o cariótipo revelará um mosaicismo (46XY/45X). A genitália externa é feminina ou ambígua (genitália ambígua em casos onde há tecido testicular presente)

Deu pra entender, não é? Uma pessoa que nasce com características sexuais de mulher, mas não possui útero e nem ovários, no lugar destes últimos há os “ovos” masculinos, o que existe dentro dos testículos. A maioria das portadoras dessa síndrome intersexual são mulheres de beleza extraordinária. Então, se alguma vez na sua vida você, assim como eu e mais meio mundo de gente já desconfiou que os homens são mais belos que as mulheres ou observou que em inúmeras espécies animais os machos são superiores em beleza às suas fêmeas ( exemplos clássicos: Leão, Pavão, Faisão, Galo, Alce, Touro, etc…) ou ficou sabendo que a belíssima cadela Lassie do cinema era sempre representada por um cão macho ou sempre achou que as grandes top Models parecem rapazinhos magricelos de cabelo comprido fantasiados de mulheres ou que os travestis da prostituição de luxo e dos concursos de Miss Gay são tão ou mais bonitos quanto as mulheres mais belas…talvez você não tenha se enganado. Depois de descobrir tudo isso pensei: “Caramba, gosto tanto de homens que até as mulheres que eu considero mais belas… talvez possuam cromossomo Y!”

Deixando as bobagens de lado, aproveito para declarar aqui o meu respeito e até admiração pelas mulheres que encaram a vida. Apesar de ser bela, a vida pra elas são bem difícil, além de não poderem gerar filhos, algumas nascem com a vagina deformada. Existem homens que rejeitam ao saberem que a mulher nasceu com Intersexo e já houve casos extremos em que o parceiro cometeu suicídio ou matou a mulher após a revelação.

Se quiser deixe seu comentário sobre a matéria se tiver uma dúvida específica sobre o mundo trans, aqui é um bom lugar para buscar informação. Me escreva!

Um beijo,


Lindsay Lohanne


Não sou apenas uma Boneca, sou o diferencial entre as que existem.

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