Nova geração de Drag’s ganham destaque em Reality Show na mídia Brasileira

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Os Reality que mostram o cotidiano das artistas ou competições entre elas abrem portas para o diálogo sobre a erradicação do preconceito e discriminação

Reality show ou programa televisivo de realidade ou programas na internet, refere-se a um vasto e plural gênero televisivo autônomo, não obstante integrar e adaptar elementos de outros gêneros televisivos como o documentário, o concurso, o drama, a ficção ou a novela. Dotado de diversos formatos ou subgêneros, procede a uma muito singular mediatização da integração social caracterizando-se por incidir a sua atenção na banalidade do quotidiano através do relato, na primeira pessoa, das tensões, conflitos e angústias que o indivíduo experiência diariamente, na sua vida profissional, pessoal ou familiar. O reality show consegue ser a criação de uma relação de caráter testemunhal e cúmplice com os espectadores, os quais se tornam, quase interlocutores na medida a que assistem à revelação confidente de si que os indivíduos publicamente aí operam“.

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O Brasil grande berço de reality shows nos canais pago como também nos canais aberto os reality show existe aos montes e de todos os tipos. Existem os clássicos, em que desconhecidos disputam prêmios em dinheiro em situações adversas. Existem aqueles em que as pessoas precisam mostrar suas habilidades e conquistar o público para consagrarem-se vencedores,  pode-se dizer que a “onda” de reality shows começou, basicamente, com o programa No Limite, baseado em Survivor, em 2000. Em 2001, foi criado o programa A Casa dos Artistas, fenômeno notável de audiência no SBT. Em 2002, surgiu o maior expoente deste gênero no Brasil, o programa Big Brother Brasil, Na Globo. Posteriormente em 2009, a Record lançou A Fazenda, versão brasileira de The Farm (criado na Suécia pelo produtor Strix). Com mais de 14 anos os brasileiros vem acompanhando as variedades e todos tipos de reality para todos os gostos.

Já os Realities que tornam a Arte Drag Queem no âmbito televisivo assim podendo haver uma maior divulgação do mundo da arte de como ser uma drag queens podendo ser reconhecida regionalmente ou até internacionalmente podendo impulsionar carreira e ao mesmo tempo trabalhando com inclusão lgbt e a diversidade de forma positiva dentro da mídia, acentuar a importância da família dentro da comunidade lgbt (família Drag e família biológica) e mostra a tragicidade que envolve a opção artística de cada Drag Queem.

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Famosas no cenário brasileiro desde as décadas de 1980 e 90, com performances marcando uma geração de drag queens e tendo sua imagem marcada por diversos estereótipos no imaginário do público, embora sejam frequentemente relacionadas a glamour, brilho, maquiagem, senso de humor e festa, todas essas artistas vão além dos padrões e não se limitam a homens que se vestem de mulher. Hoje, ser drag é um ato político que discute questões como sexualidade, identidade de gênero e definição cultural de masculino e feminino, seu espaço na mídia, seu impacto na indústria cultural, sua dimensão no Brasil arte do transformista tem propósito a quebra de estigmas e conquistando uma legião de fãs, com um espaço cada vez maior na mídia.

As drag queens sempre estiveram relacionadas ao espetáculo por conta de suas origens. Drag eram as saias usadas pelos atores americanos que no século XVIII interpretavam papéis femininos no teatro. Na Inglaterra, os homens gostavam de satirizar a monarquia, na pessoa de sua rainha e exageradamente vestiam trajes femininos para fazer uma caricatura da mesma, daí o termo Queen. Existem várias versões da origem etimológica do termo, e uma das mais aceitas vem do termo “DRESSED AS A GIRL” (vestido como uma garota), que se popularizou com a Revolução Sexual dos anos 50 e 60. Há ainda uma versão ainda mais curiosa, que vem da personagem RAINHA DA NOITE, da ópera A FLAUTA MÁGICA. A personagem, a lá Lady gaga, usa maquiagem, penteado e roupas exagerados. Em inglês, seu nome é DARK QUEEN. a cultura drag sempre teve pouca representatividade nas produções audiovisuais. Outrora envoltas em uma aura de curiosidade e misticismo, hoje em dia as drag queens são figuras populares em nossa cultura, principalmente no meio LGBT. São artistas que se vestem de mulher, de maneira cômica ou exagerada, e apresentam em boates e bares LGBT, embora seja cada vez mais crescente a presença em festas e eventos heterossexuais.

Termos sobre drags que nem a gente sabia

Drag Queen – é o cara que se veste de mulher de forma exagerada e, eventualmente, caricata.
Drag King – é a mulher que se veste de homem, também de maneira caricata.
Drag Butch – Bom, Butch é a mulher que segue o estereótipo masculino. Pode ser usado para denotar um indivíduo ou o papel dominante em uma relação. Nesse caso, acreditamos que seja a drag que exerça a função.
Drag Princess – é a drag jovem.
Drag Diva – é a drag feminina.
* Na verdade, o que a gente mais quer é se livrar de rótulos e formas. Esses termos, alguns importados, nem conhecíamos e valem mais pelo conhecimento de que existem do que sua aplicação.

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Esse movimento  de Drag Queens ganhou força no final dos anos 80, começo dos anos 90, no Programas de Calouros, vindo dos Estados Unidos e Europa e invadiu a cena noturna brasileira com nomes que até hoje são referência para tantas Drag Queens: Márcia Pantera, Dimmy Kieer, Paulete Pink, Verônica, Kaká di Polly e tantas outras. As Drag Queens que temos conhecimento são a mistura do glamour das travestis dos anos 50, com o desempenho das transformista que dominaram a cena nos anos 70 e 80. Se junta a isso várias referências vindas da moda, do cinema e da televisão. Mistura tudo, coloque irreverência, bom humor, alegria, cor, brilho… Surge então uma Drag Queen. Independente de onde se originaram, as drag queens fascinam a todos. Temos vários exemplos, nacionais e internacionais, que permeiam os espaços entre entretenimento e militância. Quem não se lembra da drag queen Barbie Breakout que protestou contra a perseguição russa aos gays, costurando a própria boca?

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Reality Percursor da Divulgação da Arte de ser Drag Queem

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O cenário começou a mudar em 2009, com a estreia do reality show RuPaul’s Drag Race, comandado por RuPaul, uma das drag queens mais populares dos Estados Unidos, onde a cultura é mais difundida. Nos moldes de outras atrações do gênero, como o America’s Next Top Model, o programa tem o objetivo de encontrar “a maior drag queen da América” através de diversas provas semanais as concorrentes enfrentam provas diversas em que são testadas suas habilidades como drag queens, até que uma delas consagra-se vencedora. A primeira temporada foi ao ar pela Logo TV, emissora norte-americana originalmente voltada ao público LGBT, e registrou a maior audiência da história do canal. O sucesso absoluto veio pouco tempo depois com a aquisição da atração pelo Netflix, maior serviço de TV pela internet do mundo. O resultado foi o encontro de um programa segmentado com um novo público mais abrangente e diversificado que, por sua vez, recebeu o reality de braços abertos. Era o início da transformação da cultura drag em mainstream – ou, simplesmente, em parte significativa da cultura pop mundial, atualmente com sete edições exibidas, o premissa do reality é simples e com diversos prêmios recebidos, a atenção da mídia internacional e uma audiência significativa que chegou ao pico de 1,3 milhão de espectadores em 2013, na estreia da 5ª temporada, não demorou muito para o programa de RuPaul ganhar versões alternativas produzidas em vários locais, como Alemanha e Reino Unido.

Versões brasileiras

Reality e programas com utilização de competição de drag queen que saíram de versões alternativas produzidas em alguns estados do Brasil, fora isso os concurso de drag queens performances são comuns em varias boates de todo o Brasil, onde varias candidatas competem entre si para alcança os aplausos e gloria do publico LGBT que frequentam as boates, disputas entre varias para escolher e melhor do ano  no concurso, baseando nisso o percursor no Brasil a criar o primeiro reality show na TV foi no estado do Ceará – Fortaleza com uma versão alternativa adaptada para TV.

Glitter – Em Busca de Um Sonho – Fortaleza

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 A primeira produção brasileira do gênero foi o reality Glitter – Em Busca de Um Sonho, que estreou em 2012 pela TV Diário, de Fortaleza, capital Ceará, sendo exibido dentro do programa do apresentador Ênio Carlos e pela travesti Lena Oxa “Vai ser choque de monstro”, “apenas meu silêncio pra você”, “não se engane comigo porque dois e dois pode ser três”. Alguns destes termos começam a circular no meio LGBT e de onde eles vieram? Do programa “Glitter – Em Busca de um Sonho”. Sim, o primeiro reality show feito no país apenas com Gays, Travestis e Drags. E se engana quem acha que é algo que saiu do “moderninho” eixo Rio São Paulo. Aliás, Lena Oxa que teve a ideia do reality que é sucesso local e também na internet. O Blog da Katylene, por exemplo, tem acompanhado cada capítulo assim que ele é postado no YouTube. Oxa contou que “desde 2005, o mundo das transformista estava parado em Fortaleza tendo ideia de fazer um BBB cearense, mas apenas com trans, travestis, drags, gogo boys.” Ela admite que o nordestino é muito homofóbico. “O gay aqui é uma coisa louca, sofre muito preconceito”, diz a travesti que já militou no GGB (Grupo Gay da Bahia) e participou de um associação de travestis em Salvador. Porém, a sua ideia de um reality show LGBT teve uma enorme receptividade por parte de Carlos e sua equipe. “Ênio é hétero e tem todo cuidado com as meninas, ele pergunta como querem que elas sejam chamadas, se tudo bem disser tal coisa.” Sendo 10 participantes sexos diversos que participam do quadro que encerram o programa e fica em um bloco de 40 minutos. A cada semana, uma é eliminada. “O prêmio é a realização de um sonho, tem desde fazer um cruzeiro, reformar a casa, ter um imóvel próprio, mas a grande maioria quer abrir um salão de beleza”. O pajubá das bees é outro atrativo de um programa divertido, non sense e muito tolerante. Choque de monstro!

Aproveitando o grande sucesso da primeira temporada cria-se em 2014 a segunda temporada a olimpíadas Glitter com mais de 3 meses de competição e concorrendo ao premio de 2 mil reais, ficando 3 para final onde disputam o premio, onde as competidoras terão prova muito engraçada, com quiz perguntas, performance, provas comprometida com os jogos olímpicos.

Reality Show Bibas – Pará

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“Bibas”, reality show da afiliada da Band no estado, que reúne 16 gays, travestis e Drag lutando pelo prêmio de uma moto rosa e revelou as novas estrelas do Norte do país. O “Bibas” é um quadro dentro do programa dominical “Paranoia na TV”, apresentado por Magela que mistura o humor de sucessos como “Chaves”, “Pânico” e “CQC”, segundo os próprios produtores. Com o reality mais colorido do país, a audiência cresceu. Os 15 mil fãs no Facebook viraram 213 mil e veio de todo o país. Os episódios do “Bibas” são todos disponibilizados no http://www.paranoianatv.com.br e no YouTube pra todo mundo poder ver, As participantes estão divididas em dois grupos: Bibetetes contra Musas. Todo domingo tem prova, como a Piscina Maluca, uma partida de futebol e até um UFC e performance. No fim, rola votação pra ver quem vai sair do time perdedor só assim a confusão pega fogo.

Academia de Drag’s – São Paulo

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Estreou no dia 13 de outubro Academias de Drags 1° temporada, com a famosa drag queen Silvetty Montilla como apresentadora de Academia de Drags como sempre com seu humor e tiradas ótimas, garante a diversão do programa, atração no Canal do YouTube,reunirá 8 Alunas para se torna a Drag  mais completa, uma atração é bem humorada e divertida e tem tudo para ser um grande sucesso, com menos de 2 dias no ar o vídeo já tem mais de 60 mil acessos. As competidoras  estão dentro da academia sobre supervisão da diretora Silvetty onde elas terão aulas de caracterização, passarela, dança, interpretação, humor e outros requisitos que cabem a uma verdadeira drag queen. Em cada episódio as drags de verão apresentar performance individuais ou em grupos e serão julgadas pelo “conselho de classe” formado pelo elenco fixo e por convidados que decidirão quem fica para a próxima semana e quem irá para recuperação, tudo isso para a formação da drag mais completa com dicas de moda e estilo com Alexandre Herchcovitch, maquiagem com Cabral, dança e performance, aquelas que obterem os melhores resultados vão sendo passando pra outra fase podendo assim chegar a final com formação de drag completa na Academia de Drag .

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Primeiro conselho de Classe do 1º episodio,

A recuperação é um show livre (dublagem, performance) de até 3 minutos, onde a drag terá que mostrar todo seu talento para continuar na competição. sendo que no final de cada programa, uma competidora será reprovada (o que não ocorreu nesse primeiro episódio). as 8 participantes  disputam os prêmios: 1 Viagem Internacional, 1 Peruca e 1 Show na boate Blue Space com mega produção e bailarinos. Ao longo do programa os participantes dão depoimentos sobre o que ocorreu no dia a dia da semana, as alfinetadas são bem humoradas e oportunas, destaque para Hidra Von Carter, a participante está bem afiada em seus comentários, podendo ser o destaque pelos seu comentários e alfinetadas podendo ser querida ou ser detestada pelos seus comentários.

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Já a dublagem deixou a desejar com os participantes que ficaram de “Recuperação” e no fato de não terem sido eliminado logo no primeiro nenhum dos participantes forma de reconhecimento que tiveram pequenas falhas, mais que vão ter que se superar no segundo episódio,  quem no for bem deixara o reality como foi prometido, o programa tem tudo para ser sucesso total, mas precisa melhor em diversos aspectos, uma pena que no teve apoio cultural de patrocinadores para torna-lo no melhor reality com grande produções  e locações,vale a pena assistir, vai te arrancar alguns risos. confira ai o primeiro episódio do programa que promete causa nas noites  de todas as segundas.

Drag-se – Rio de Janeiro

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Longe de grandes emissoras e altos investimentos, produtores independentes também se mobilizam para produzir reality shows sobre o universo drag. Sócia da Suma Filmes, a diretora Bia Medeiros teve a ideia de criar um programa sobre o dia a dia das drag queens após filmar o curta-metragem Olympias, de 2013, que aborda a realidade de travestis no Rio de Janeiro. Nascia a semente do Drag-se, um projeto que está correndo contra o tempo para arrecadar fundos no site de crowdfunding Catarse. Bia explica que o objetivo da produção é quebrar barreiras e estereótipos, mostrando a vida das meninas em situações típicas do cotidiano. “Temos vários tipos de drags. Tem o lado engraçado e espalhafatoso, mas também tem os fatores políticos, o ativismo. Queremos mostrar o cotidiano delas com a família e os amigos, longe de qualquer preconceito”, conta. O Drag-se será uma série documental postada semanalmente na internet. O programa pretende mostrar as rotinas de nove drags, divididas em 10 episódios de 5 minutos. Entre os tópicos abordados, estarão as relações das meninas com parentes e amigos, seu dia a dia no trabalho e nas festas e, claro, o processo de transformação.

Independente de onde se originaram, as drag queens fascinam a todos. Temos vários exemplos, nacionais e internacionais, que permeiam os espaços entre entretenimento e militância. Essas novas safra de drags que vão surgindo promete não decepcionar serão para muitos no futuro símbolo de muito força e alegria. A gente se encontra hoje num ambiente em que a informação é mais acessível, o diálogo mais aberto e a liberdade sexual mais ampla e aceitável. Esses fatores criam condições para que as conquistas sejam plena e pela força e garra de cada uma, e mais pela aceitação e respeito, veremos os estados que criaram os projetos de reality para Drag dando visibilidade e mantendo a cultura e prometendo uma nova história que vai marcar como transformista da década de 80, aguardem isso vai ficar na historia LGBT como marco da alegria e criatividades e diversão, muita purpurina que esses reality vão proporcionar a todos independe do seu gênero e crença.

Se tiver uma dúvida específica sobre o mundo trans, aqui é um bom lugar para buscar informação. Me escreva!

Um beijo,
Lindsay Lohanne
Não sou apenas uma Boneca, sou o diferencial entre as que existem.

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