Drag Queem Tchaka em pé de Guerra contra o preconceito ocorrido no Facebook

O uso de apelidos, nome social, nome artísticos são coisa bem comum na vida de varias pessoas para possam ser identificada ou reconhecida da forma que gosta e se senti  bem  em sua vida atual também o mesmo ocorre no Facebook muitas pessoas preferem usá-los para nominar seus perfis no lugar dos seus nomes de batismo. Entre os famosos, a prática é ainda mais costumeira uso de nome artístico . Por exemplo, ninguém conhece a cantora Mayra Corrêa Aygadoux, mas sim a sua alcunha artística, Maria Gadú. Esse uso tão comum de apelidos parece não valer para todos, no entanto. Nos últimos Meses, diversas drag queens e transexuais de varias localidades e pessoas com nome de batismo exótico ou diferente receberam notificações do Facebook, alertando que os seus nomes nas redes sociais não correspondiam aos de batismo. Quem insistiu em mantê-los, teve perfis bloqueados e até excluídos. Drag Queens do mundo inteiro estão revoltadas com a nova política do Facebook, que exige que seus usuários se identifiquem com o nome do RG na rede social – e que excluem usuários (muitas vezes sem aviso prévio) que usem o nome artístico ou social.

Em Fevereiro, o Facebook passou a permitir que usuários do Facebook nos Estados Unidos adotassem gêneros como transexual e andrógino, possibilidade estendida ao Reino Unido em Junho. Mas agora a rede social voltou-se contra parte da comunidade LGBT, excluindo as contas de Drag Queens que se recusarem a usar o seu nome de registro no site, a obrigação chegou a uma série de artistas do mundo, que tiveram os perfis apagados e agora só podem contar com  a Fanpage, porque o Facebook não permite que usem os nomes artísticos na rede justificando que faz parte das suas políticas exigir o nome de registro. O problema é que boa parte das Drag Queens é conhecida somente pelo nome artístico.

No caso da drag queen Rebecca Foxx, 23. “Primeiro fui bloqueada. Disseram que era uma medida de segurança, precisei identificar alguns amigos para provar que era eu mesma. Consegui então ter acesso a um novo perfil. Mas dias depois, quando acordei, peguei meu celular e meu perfil estava desativado. Uma mensagem dizia que meu nome não era real”, reclama Rebecca. Quem também teve o perfil bloqueado foi a drag queen Rita Von Hunty, 22. Ela chegou a trocar o sobrenome artístico pelo real quando recebeu o alerta, mas 24 horas depois, o perfil foi excluído. Rita diz que a medida prejudicou sua vida profissional “O Facebook é fundamental para as drags. Nosso trabalho depende do contato com nossos amigos e admiradores. Somos uma geração de artistas que se vale da plataforma digital para encontrar pessoas que bebem das mesmas referências”, justifica Rita.

Scott Wiener, defensor dos direitos LGBT em São Francisco, publicou um protesto explicando que o Facebook está ignorando que as pessoas afetadas por essa decisão se definem pelos nomes que escolheram, e que obrigá-las a expor as suas identidades é o mesmo que forçá-las a mostrarem-se a toda a comunidade – o que nem todas podem fazer a rede social responde que os seus usuários podem adotar apelidos ou então criar páginas com os seus nomes artísticos, o que não é o suficiente para as Drag Queens. Primeiro porque o apelido não resolve a questão da exposição, porque este ainda revela a identidade da pessoa; segundo porque os recursos das páginas são limitados, quando comparados com os dos perfis. “Não pode enviar ou receber mensagens numa página ou obter notificações”, lembrou Weiner. nem mesmo os ativistas da comunidade LGBT  que se reuniram com representantes da rede social no encontro foi apenas um “ok” e não conquistou nenhuma mudança.

“Eu entendo o desejo do Facebook de criar perfis transparentes, sem permitir que pessoas se escondam atrás de identidades falsas. O problema é que, para muitas drag queens, seu nome artístico é, na verdade, sua identidade verdadeira e a rede social precisa entender a realidade desta comunidade e ajustar suas políticas para permitir a diversidade” diz Scott.

No Brasil

Aqui no Brasil as Drags Queens também estão enlouquecidas sendo ameaçadas de terem seus perfis excluído, tendo várias que já foram excluídas. No início do ano a Rainha das Festas Tchaka Drag Queen teve um do seu perfil cancelado pela rede social em 2013 sem qualquer aviso, e precisou abrir uma nova conta no começo de 2014, mas o Facebook avisou que iria deletar caso o meu nome não fosse o correto. Claro que ela não mudou e eles deletaram. Consegui recuperar, mas tive que transformar em fanpage”, conta.  “Achei um absurdo isso, será preconceito do facebook?”, relatando numa entrevista cedida para a Agência de Notícias LGBT Brasil. Sendo super conhecida nacionalmente pelo seu nome artístico apenas os mais próximos sabem quem está por trás da artista. Valder Bastos é o ator que dá a vida a personagem Rainha das Festas Tchaka Drag Queen, “jamais vou fazer sucesso como Valder. Ele poderia se destacar como advogado (que é sua formação), mas não tem nada a ver.” em seu perfil no facebook, Tchaka desabafou: “Esse Facebook que está mais para o antigo Orkut do que qualquer outra coisa, está ameaçando todas as Drag Queens do mundo para mudarem o nome artístico para o nome do RG, caso não mude o nome ele pode deletar sem qualquer tipo de negociação. Então meus dengos caso a Rainha Tchaka seja deletada, farei outro e outro e outro, porque eu não deito rs. Aproveita que ele, o Face, está de palhaçada com nossa cara e me segue no Instagram @TchakaDragQueen lá em posso ser quem eu quiser.” escreveu em sua rede social.

A Drag Queen Tchaka  também quer se encontrar com os representantes assim como aconteceu em São Francisco, mais almejando um êxito melhor que eles tiveram lá em San Francisco, relatar os motivos que essa política desrespeitar o grupo. Ela afirma que utiliza a rede social para manter contato com fãs e clientes e que já teve dois perfis com 5 mil seguidores cada um deletados.

A também drag Samantha Banks 24 anos  compartilha da opinião de Rita Von Hunty e acrescenta que a relação com os contratantes também é feita pela rede social. “É por meio do Facebook que eu consigo os principais contatos para me chamarem para festas e eventos”, aponta Samantha, eu e as outras performers suspeitamos que a atitude da empresa que camufle interesses comerciais, numa tentativa de obrigar os usuários a trocarem seus perfis pessoais por páginas institucionais, como as de marcas e empresas. “No perfil, consigo atingir facilmente até 70 % dos seus amigos numa publicação, já com a página, atinjo menos de 10% dos meus seguidores. Se eu quiser aumentar esse número, vou precisar pagar diariamente para o Facebook para que promovam minha publicação”, pondera Samantha.

O Facebook afirma que a intenção é impossibilitar que criminosos se escondam atrás de perfis e nomes fakes. Mas as drags acreditam que se trata apenas de uma ação para que elas migrarem para a fanpage (cujo alcance é de apenas 13%, ao contrário dos 70% do perfil) e que paguem para promover as publicações. Diretora de comunicação do Facebook Brasil, Camila Fusco nega o intuito comercial da medida e diz que a rede social é igualitária. “A política de nomes reais é válida para todos. No Brasil, temos uma equipe desde outubro de 2013 que entra em contato com artistas, indicando o uso da página no lugar do perfil pessoal, mas temos 87 milhões de usuários, é um processo que leva tempo. O recomendado para os perfis pessoais é o uso do nome de registro com o nome social ou artístico entre parênteses.” Em sua política de uso, descrita em seu site, a rede social de fato deixa claro essa condição. “O nome que você usa deve ser o seu nome verdadeiro, conforme descrito em seu cartão de crédito, carteira de habilitação ou identificação de aluno”, recomenda o Facebook. Na listagem de documentos de identificação, são aceitos ainda Certidão de Nascimento, extrato bancário, prontuário médico e carteirinha de biblioteca.

Camila Fusco, 32 anos, paulistana cursou um ano de engenharia elétrica até perceber que aquele não era seu caminho. Decidiu fazer jornalismo e trabalhou em portais e jornais, sempre cobrindo assuntos relacionados à tecnologia. No fim de 2011, já estava querendo mudar de carreira, quando uma oportunidade surgiu no Facebook, que estruturava um escritório no Brasil. No meio do processo seletivo, Camila engravidou. Mesmo assim, foi contratada, ela é diretora de comunicação do Facebook no país. “Mesmo trabalhando em uma grande empresa de tecnologia, nunca senti um preconceito por ser mulher. A experiência mais próxima que tive foi quando eu ainda trabalhava como repórter. Quando cobria eventos da área, eu tinha que provar duas vezes a minha capcidade intelectual para ter um resposta satisfatória, por exemplo”, diz.

Apesar de viverem uma situação particular e cheia de dificuldades diárias, os transexuais não merecem tratamento diferente. “Nós ouvimos o feedback de cada um, mas não temos como abrir exceções para inserir os nomes que essas pessoas escolheram. Errado seria se houvesse algum tratamento distinto. Caso obtenham algum dos documentos listados poderão solicitar a alteração dos nomes.” Algumas artistas, tais como Penelopy Jean e Rita Von Hunty, usaram o nome do RG e com o nome de drag entre parênteses. Outras, como Ginger Hot, já migraram para a fan page. E muitas – que não vamos expor por motivos óbvios – ainda não foram notificadas pelo Facebook.

“Parece uma estratégia para forçar com que paguemos para ter alcance nas nossas postagens”, presume a Drag Amanda Sparks,32.

No Brasil, a alteração dos nomes de registro por transexuais costuma ser lenta e, muitas vezes, necessita de intervenção da Justiça, como é o caso de Ledah.“A questão já está sendo resolvida pela minha advogada, mas leva tempo para se concretizar. Mas se até lá o Facebook não respeitar o uso do nome social, não farei mais questão de participar de uma rede preconceituosa que segrega e não respeita minha questão de gênero.”

O caso da estudante de psicologia Ledah Martins El Hireche, 24, é ainda mais complicado, já que a questão não envolve apenas um trabalho artístico, mas sua identidade como pessoa. “Acordei um dia com um amigo me ligando, querendo saber o que havia acontecido com meu perfil que tinha desaparecido. Quando tentei fazer login, recebi a mensagem que meu nome era falso e que eu teria que alterar para o ‘nome verdadeiro’”, conta Ledah.

Usar o nome de registro na rede social é uma possibilidade que Ledah não cogita. “Se eu for forçada a utilizar o nome do RG, como vi acontecer com algumas amigas drag queens, eu abandono o Facebook. Isso fere a luta de uma vida inteira para ser respeitada como sou”, desabafa.

QUESTÃO PARA O MINISTÉRIO PÚBLICO 

direito digital Isabela Guimarães

Para a especialista em direito digital Isabela Guimarães, a postura do Facebook é controversa. “Nós podemos discutir o que é uma informação real. Infelizmente, as transexuais não têm uma lei que garante o uso do nome social delas. Mas isso não significa que o nome pelo qual elas atendem e são conhecidas não seja real”, pondera Isabela, acrescentando que a rede social pode ser investigada pelo Ministério Público.

“ Infelizmente, as transexuais não têm uma lei que garante o uso do nome social. Mas isso não significa que o nome pelo qual elas atendem e são conhecidas não seja real (Isabela Guimarães), “A partir do momento que diversos artistas e pessoas usam nomes que não são os de registro, e eles não têm o perfil desativado, podemos falar em dois pesos e duas medidas. O Facebook pode ser acionado por prática discriminatória, por parte do Ministério Público. O que o Facebook deveria fazer era combater perfis que causam danos a terceiros e não combater quem exerce um trabalho artístico ou utiliza seu nome social”, prossegue a jurista.

Surpresa com a varredura nos perfis de drags e transexuais, Isabela lembra que a unidade do Brasil da rede social se contradiz com a postura da matriz, nos Estados Unidos, que recentemente listou 50 termos de gênero além do masculino e feminino, para que os usuários pudessem se identificar, Camila contrapõe, dizendo que o Facebook dos EUA também tem restrições. “Aqui essa funcionalidade não está disponível, mas mesmo lá, escolher o seu gênero não significa que seu nome real não deve ser usado”, afirma a gerente de comunicação.

Segue o link abaixo da petição para o Diretor executivo do Facebook no Brasil junte-se a campanhas em respeito ao uso do nome social pelas pessoas Travestis, Transexuais e Transgênero. Deixando a exclusão social cotidiana fora de nossa rede social e permitindo assim que, além do respeito, possamos ser reconhecidas como cidadãos e cidadãs que somos!

https://secure.avaaz.org/po/petition/Diretor_Executivo_do_Facebook_Brasil_Respeito_ao_uso_do_Nome_Social_para_as_pessoas_Trans/?launch

Familía banida

Uso do Faceook parece ser tão simples basta se inscrever usando nome e e-mail para criar um perfil com foto, gostos pessoais e amigos. Porém, nem sempre é fácil. Alguns esbarram no primeiro passo. É o caso de Nilmar e Luís Henrique, que carregam no sobrenome palavras que a rede social considera ofensivas a ponto de desativar seus perfis, com base em normas de uso polêmicas.

No final de maio, meu primo falou para eu tentar entrar no meu Facebook, pois a conta dele não estava mais logando, com aviso de desabilitada. Mais tarde, nossa família foi excluída do Facebook”, conta Nilmar Piroca, 25 anos, que entrou na rede social em 2010 e alega nunca ter recebido qualquer notificação ou advertência. Caso semelhante acontece com Luís Henrique Fuck, de 23 anos. Ele conta que a rede social nunca aceitou seu sobrenome. “Ao criar uma conta ou, mais tarde, ao tentar modificá-la, aparece uma mensagem indicando que devo usar meu ‘nome real’. Passei a abreviar e utilizar meu outro sobrenome”, explica.  Os dois brasileiros foram impedidos de manter contas com seus nomes reais. Em função disso, o primeiro perdeu todos os dados armazenados por quatro anos, enquanto o segundo é obrigado a ocultar o sobrenome. Tudo isso acontece por conta da rígida política de uso: “O Facebook é uma comunidade na qual as pessoas usam suas identidades verdadeiras”. Sendo assim, solicita que forneçam nomes reais, por razões de segurança. Entretanto, nem todos são aceitos. Os perfis com nomes que usam símbolos, números, repetição de caracteres ou pontuação, letras em mais de um idioma, apelidos ou palavras ofensivas, são desativados quando reconhecidos entre os demais. É aí que mora o problema: nomes considerados ofensivos.

Segundo Nilmar, a perda de perfis aconteceu também com parentes. “Todos foram, sem aviso ou motivo algum, banidos, tendo suas contas apagadas. O aviso ao tentar logar ou entrar é de conta desabilitada”, lamenta. Um passo atrás, Luís Henrique diz que toda a família procuram usar o nome de outro jeito. “Minha avó e muitos de meus primos escrevem o sobrenome apenas com “Fuc”, sem o “k” no final. Outros, como eu e o meu irmão, apenas abreviam o Fuck (“F.”) e usam outro sobrenome”, conta. Em busca de uma solução, Nilmar conta que achou uma opção na Central de Ajuda do Facebook. “Escrevi que minha conta está desativada devido ao meu sobrenome e anexei minha CNH”, reclama ele que perdeu informações importantes em grupos da faculdade, além de suas fotos pessoais, preenchendo todos os recursos com as informações solicitadas, foi enviado um email automático do Facebook que informava violação na Declaração de Direitos e Responsabilidade. “No final desse email, dizia que minha conta não poderia ser reativada de forma alguma, nem divulgar mais informações, e que essa é uma decisão final e não pode ser contestada”, diz.

“Fiquei completamente arrasado e humilhado depois que tive a conta desabilitada. Ali eu armazenava contatos de familiares, amigos e profissionais. Sou da comissão dos formandos, havia informações importantíssimas na minha conta sobre tudo que envolve a formatura de mais de 25 pessoas”, lamenta.

No último dia 3 de julho, Nilmar conseguiu voltar ao Facebook, após sair da rede social. “Eu voltei. Depois de toda vergonha que passei”, celebra em post público com a aprovação dos amigos. A vitória veio após uma rádio local do Rio Grande do Sul tornar sua história pública e atrair a atenção da rede social, que devolveu o seu perfil. O resto da família, no entanto, não teve a mesma felicidade – a política do site permanece inalterada.

Se por um lado pra Nilmar as consequências foram piores, Luís Henrique conta que acha graça e leva as brincadeiras na esportiva. “Normalmente riem muito e pedem pra tirar foto do RG. Embora não seja um nome de significado muito positivo (em inglês), costuma ser bom para puxar assunto”, se diverte.

Solução dada pelo Facebook para Evitar Problemas e ser Excluído

Além do nome real que o usuário fornece ao preencher os dados de perfil no Facebook, a rede permite acrescentar um segundo nome em sua conta. Ele é chamado de nome alternativo e pode ser o nome de solteira(o), um apelido ou mesmo, se for seu caso, um nome artístico, o passo a passo para configurar a opção em seu perfil na rede social.

Passo 1. Em qualquer página do Facebook clique na seta localizada no canto superior da tela e selecione a opção Configurações;

Passo 2. Localize a opção Geral na coluna esquerda e, no lado direito, clique em Editar. Acrescente seu nome alternativo no campo apropriado. Marque a opção “Incluir isto na minha linha do tempo” para que as novas configurações apareçam para os amigos. Digite sua senha e salve a alteração;

Passo 3. Verifique se a alteração foi efetuada entrando em sua linha do tempo. A identificação alternativa deve ficar entre parênteses logo abaixo de seu nome real. Lembre-se que o nome alternativo escolhido precisa estar em conformidade com as regras de conduta do Facebook e não pode possuir teor de ódio ou ameaça, insulta indivíduos ou grupos, ser usado para representar alguém que não é o usuário ou servir para representar uma empresa, organização ou grupo.

Esta é a única forma dada pelo facebook para usar nome que não seja o de nascimento fica entre parênteses, ou a outra e transforma seu perfil em uma Fanpage, se Tchaka conseguir fazer essa reunião e conseguir converse a diretoria do Facebook no Brasil reaver a falha com as Drags e transexuais e pessoas com nomes exóticos, será um feito no mundo do direitos da tecnologia.

Se tiver uma dúvida específica sobre o mundo trans, aqui é um bom lugar para buscar informação. Me escreva!

Um beijo,

Lindsay Lohanne

Não sou apenas uma Boneca, sou o diferencial entre as que existem.

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